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Deputados questionam suspensão de investigações de PMs que matam em SP

442 pessoas foram mortas por PMs de SP neste ano; índice é o maior da série histórica - Arte/UOL Com base em reportagem publicada pelo UOL na terça-feira (14), três deputados estaduais questionaram hoje, por meio de representação, o procurador-geral Mário Sarrubbo e o delegado-geral Ruy Ferraz Fontes sobre a determinação do departamento jurídico da PM paulista de suspender investigações de PMs envolvidos em mortes caso eles não apresentem advogado em até quatro dias.

A representação foi iniciativa da deputada Isa Penna (PSOL), mas assinaram também os deputados Marina Helou (REDE) e Emídio de Souza (PT). Eles dizem no documento que a interpretação realizada pela PM paulista constituiria uma "brecha" legal inexistente e que "poderá reforçar a impunidade em crimes contra a vida praticados por policiais, perpetuando a ausência de responsabilização da conduta destes servidores".

A SSP (Secretaria da Segurança Pública) argumenta que a PM paulista apenas está se adequando à lei federal. No entanto, São Paulo foi o único estado do país a fazer tal interpretação e determinação. Além de suspender investigações contra PMs sem advogados, a PM paulista também vedou interrogatórios, reconhecimentos e reconstituições a todos os PMs que não tiverem advogados constituídos.

O governo paulista e o MP (Ministério Público) dizem, também, que nenhum inquérito está parado. Juízes civis e militares, no entanto, afirmam que as investigações correm normalmente até chegar a partes importantes para esclarecimento de crimes que envolvem mortes. Sem interrogatórios, reconhecimentos e reconstituições, juristas dizem ser praticamente impossível obter os esclarecimentos desses tipos de crimes.

De acordo com policiais civis, militares e juízes, mais de 300 inquéritos estão emperrados em São Paulo por causa da interpretação feita pela PM.

Em meio a isso, a PM paulista bate recorde na letalidade. Neste ano, 442 pessoas foram mortas por policiais —o índice é o maior da série histórica, que começou a ser contabilizada em 2001.

Tendo isso em vista, os três deputados pediram ao delegado-geral por meio da representação:

  • A quantidade de inquéritos policiais instaurados em 2020 que investigam mortes em decorrência de intervenção policial envolvendo policiais militares;
  • A existência e a quantidade de inquéritos que investigam mortes em decorrência de intervenção policial envolvendo policiais militares, que foram suspensos sob a justificativa de ausência de constituição de defensor do investigado;
  • Qual seria a base legal e a (ou as) normativa interna da corporação que fundamentaria tais suspensões.

Os deputados disseram no documento que "esta interpretação cria uma diferença de tratamento de policiais para o cidadão comum em que não há possibilidade de uma suspensão de inquérito policial, caso não indique defesa técnica".

"A hipótese de suspensão é uma aberração jurídica e fática, sobretudo em um cenário em que também tem se assistido o aumento da letalidade policial no Estado e ausência de investigação por crimes praticados por servidores da Polícia Militar do Estado de São Paulo", acrescentaram.

 

Deputado grileiro de Rondônia cogitou matar procurador, aponta PF

Jean Oliveira (MDB) integrava quadrilha que tentou grilar unidade de conservação, de acordo com investigação

O deputado estadual de Rondônia Jean Oliveira (MDB) O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Rondônia, Jean Oliveira (MDB), integra uma quadrilha que tentou grilar 64,6 mil hectares dentro de uma unidade de conservação estadual, aponta investigação da Polícia Federal e do Ministério Público do Estado de Rondônia.

A área, equivalente à do município de Belo Horizonte, está dentro da Reserva Extrativista Rio Pacaás Novos, em Guajará-Mirim (RO), a 330 km de Porto Velho.

O objetivo era usá-la para gerar créditos de desmatamento. Depois, esses créditos seriam vendidos a proprietários rurais de Rondônia que desflorestaram ilegalmente suas reservas legais e precisam regularizar o seu passivo ambiental

A PF encontrou um anúncio no site OLX em que 34,6 mil hectares da área grilada eram oferecidos pelo valor de R$ 51,9 milhões como “área de compensação de reserva legal”. A polícia acredita que os demais 30 mil hectares já haviam sido comercializados a outros proprietários de imóveis rurais.

Além da prática de grilagem e de outros crimes, o relatório da PF, anexado a uma ação do Ministério Público de Rondônia obtida pela Folha, revela que o grupo cogitou matar o procurador do Estado Matheus Carvalho Dantas, responsável por emitir pareceres ambientais no âmbito na Procuradoria-Geral do Estado, por ter se recusado a avalizar a grilagem.

O deputado estadual de Rondônia Jean Oliveira (MDB) - Divulgação/Alero

Em um dos áudios gravados, o pecuarista Alexsandro Aparecido Zarelli, apontado pela PF como o líder da quadrilha, sugere matar Dantas.

“Passar fogo?”, pergunta o deputado. “Mandar o Mateus pro inferno”, afirma Zarelli. “Vamos atacar ele, ué. Por que cê não falou”, diz Oliveira.

Com a ajuda do parlamentar, Zarelli buscava regularizar a área da Resex conhecida como Seringal Paraty, supostamente de posse da empresa E.A.R. Mezabarba & Martins.

Além de especular sobre o assassinato de Dantas, a quadrilha também discutiu a possibilidade de afastá-lo do caso ou de Oliveira apresentar um projeto de lei na Assembleia que legalizaria a grilagem do seringal.

Em paralelo, Zarelli e Oliveira também agiram para impedir o desmembramento do cartório de Alta Floresta D’Oeste (a 530 km de Porto Velho), ação que geraria uma propina de R$ 400 mil, segundo conversa gravada pela PF.

Em dezembro, a PF deflagrou a Operação Feldberg, com mandado de busca e apreensão contra Oliveira. Ele não foi preso por causa do foro especial e continua presidindo a Comissão de Meio Ambiente da assembleia.

Recentemente, Oliveira ganhou mais uma função: foi indicado titular da vaga da assembleia no Fórum Estadual de Mudanças Climáticas.

Para o Ministério Público, há “fortes indícios de corrupção ativa, corrupção passiva, peculato, lavagem de dinheiro, falsificação de documento público e organização criminosa, entre outros [crimes]”.

Zarelli está em prisão domiciliar, segundo o Ministério Público. Os inquéritos policiais estão a cargo da PF

O deputado é filho do ex-presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia Carlão de Oliveira, foragido da Justiça após ser condenado por desvio de recursos —resultado da Operação Dominó, deflagrada pela PF em 2006.

A intenção do grupo era usar o mecanismo conhecido como compensação de reserva legal, previsto no Código Florestal de 2012, que permite a venda de créditos gerados pela doação de terras em unidades de conservação, como a Rio Pacaás Novos, para regularizar desmatamento.

Pela legislação, uma propriedade rural no bioma amazônico deveria ter 80% de área preservada, mas na prática esse percentual tem sido pouco respeitado.

“Adquirir áreas em unidades de conservação é um excelente negócio. Todos saem beneficiados: o Estado se beneficia em regularizar uma área que tem a pendência indenizatória pela desocupação da unidade de conservação, e o detentor de imóvel legal regulariza compensando a reserva legal de sua propriedade”, afirma o Ministério Público de Rondônia, nos autos.

Corroborando o parecer desfavorável da Procuradoria do Estado, a investigação encontrou diversas fraudes na documentação do processo de reivindicação da propriedade do Seringal Paraty, como é chamada a área grilada dentro da reserva extrativista Rio Pacaás Novos.

Entre as irregularidades está a falsificação de uma procuração do seringueiro Raimundo Miranda Cunha para Eliana Mezabarba, mulher do empresário Daniel Mezabarba. O documento foi assinado em 2008, dois anos após a morte do seringueiro.

Com essa procuração, apontam as investigações, Eliana Mezabarba passou a tramitar a transferência da propriedade do Seringal de Cunha para a sua empresa. Já a relação com Zarelli, responsável pelas negociações na Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental, foi demonstrada por meio de diversas transferências bancárias, além de escutas.

Zarelli e Oliveira também tinham interesse em evitar o desmembramento do Único Serviço Notarial e de Registro de Alta Floresta d’Oeste. Esse desmembramento foi aprovado, via lei, em 2018 a pedido do Tribunal de Justiça de Rondônia, após detectar indícios de irregularidades.

O objetivo da quadrilha, que envolvia uma serventuária, era impedir a queda na receita do cartório. Em uma conversa por telefone com Zarelli gravada em 4 dezembro de 2018, o deputado fala: “Se ela [serventuária] der um dinheirim (sic), nós vai tentar resolver esse trem”.

Em outro trecho, o emedebista pergunta quanto seria a propina. Ao ouvir R$ 400 mil do empresário, ele se anima: “Eita porra! Eu vou resolver essa merda!”.

Análise de emails e de arquivos de computador mostram que Oliveira, de fato, preparava uma maneira de reverter o desmembramento via projeto de lei na assembleia, o qual, segundo a investigação, não chegou a ser apresentado.

Jean Oliveira (à esq., de barba e camisa cinza) descerra placa de inauguração de área para leilão de gado junto com o empresário Alexsandro Zarelli (de boné), em Alta Floresta d'Oeste - Divulgação

Outro lado

A reportagem deixou recados no gabinete do deputado Jean Oliveira e mandou perguntas por escrito, mas ele se recusou a respondê-las.

“A propósito dos questionamentos formulados pela imprensa, o deputado estadual Jean Oliveira afirma que os procedimentos administrativos e judiciais estão nas mãos das autoridades que investigam o caso”, disse sua assessoria de imprensa.

“Afirma confiar na Justiça e no amplo direito de defesa, tendo se colocado à disposição para prestar todos esclarecimentos necessários. Afirma saber que as pessoas que estão na vida pública estão, corretamente, sujeitas à especial atenção do Judiciário, e que tem a consciência tranquila, porque seus atos sempre foram pautados pela legalidade”, completou.

A OLX informou que está à disposição das autoridades.

A Folha enviou perguntas a Zarelli, que está foragido, por meio de um sobrinho, mas não houve resposta. A reportagem também tentou localizar Mezabarba via WhatsApp, sem sucesso.

A reportagem enviou perguntas a Zarelli em março e voltou a procurá-lo nesta quinta-feira (9). Por meio de um sobrinho, ele pediu provas de que este repórter trabalha na Folha. Foram enviados foto do crachá funcional, registro no Ministério do Trabalho, link de uma reportagem publicada nesta quarta e o telefone do jornal.

Zarelli exigiu também o CPF, pedido recusado pelo repórter. Por mensagem de texto, seu sobrinho, identificado como Michael, escreveu: “Kkkkk. Agora sim to vendo que deve ser top dos tops suas reportagens pra ficar fazendo joguinho.”

 

Vice-líder do governo Bolsonaro xinga Moraes: 'canalha, lixo'; vídeo repercute no STF e no Planalto

Otoni de Paula critica Moraes pela decisão que libertou o blogueiro Oswaldo Eustaquio, mas o proibiu de usar as redes sociais. Parlamentar é um dos alvos do inquérito das manifestações antidemocráticas.

Post em rede social do líder do governo na Câmara Otoni de Paula (PSC-RJ) no qual ele xinga o ministro do STF Alexandre de Moraes — Foto: Reprodução/Twitter Post em rede social do líder do governo na Câmara Otoni de Paula (PSC-RJ) no qual ele xinga o ministro do STF Alexandre de Moraes 

O deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ), pastor evangélico e um dos vice-líderes do governo Bolsonaro na Câmara, publicou um vídeo em suas redes sociais atacando e xingando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O parlamentar critica Moraes pela decisão que libertou o blogueiro Oswaldo Eustaquio, mas o proibiu de usar as redes sociais.

No vídeo, publicado em 6 de julho, Otoni chama Moraes de "lixo", "tirano" e "canalha", entre outros.

"Por isso é chamado de cabeça de ovo, porque respeito, Alexandre de Moraes, não se impõe, se conquista", diz trecho do video. "Você é um lixo, você é o esgoto do STF, a latrina da sociedade brasileira". O deputado também faz ameaças ao ministro do STF.

Vice-líder do governo na Câmara usa redes sociais para insultar Alexandre de Moraes

Alexandre de Moraes é o relator do inquérito que apura a divulgação de fake news e do que investiga financiamento de manifestações antidemocráticas. Otoni de Paula é um dos alvos do inquérito das manifestações antidemocráticas.

O vídeo chocou integrantes do STF e do próprio governo por ter sido publicado no momento em que o Planalto prega a mudança de tom de Bolsonaro com o STF. O Planalto está preocupado com o avanço de investigações na corte que atingem o próprio governo, aliados e familiares.

A avaliação nos bastidores da corte, compartilhada por ministros do governo que pregam a diminuição do tom de Bolsonaro nas agressões, é a de que se trata do vice-líder do governo, e, portanto, um cargo de confiança do presidente da República. Ao todo, são 14 vice-líderes escolhidos pelo presidente.

O blog apurou que, nas últimas semanas, o Planalto pediu a seus aliados que diminuam o tom contra o STF e vetou, por exemplo, o uso da tribuna na Câmara por aliados, com o tempo da liderança do governo, para fazer ataques ao STF. Mas aliados de Otoni argumentam, ao comentar o vídeo, que não têm como controlar as redes dos vice-líderes.

Ministros do STF, no entanto, repercutem o vídeo e avaliam que a manutenção de Otoni como um dos vice-líderes de Bolsonaro reflete a desconfiança de alguns: que a mudança de comportamento do governo em relação a ataques ao STF não é para valer.

Aliados do governo ouvidos pelos blog defendem que um dos caminhos seria tirar o vice-lider do governo do posto para reforçar as intenções de pacificação do governo com o STF, mas a ideia enfrenta resistências, até agora.

Fonte: G1.GLOBO.COM

Veja a lista de políticos que foram infectados pelo coronavírus

 Em mais de três meses da decretação do estado de calamidade pública no Brasil e com o país se aproximando de um milhão e meio de casos de covid-19, a lista de autoridades públicas que contraíram o novo coronavírus inclui governadores, prefeitos, ministros de Estado e parlamentares de diversos estados e partidos políticos.

Ao menos 44 autoridades do alto escalão da política nacional já contraíram o novo coronavírus, segundo levantamento do Congresso em Foco. Veja abaixo a relação completa, e, se perceber que esquecemos de listar alguma autoridade, mande email para redaçãEste endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar..

Nos estados, oito dos 27 governadores já foram infectados, além do vice-governador do DF, Paco Britto (Avante). A lista de secretários estaduais que tiveram o novo coronavírus inclui Rossieli Soares, secretário estadual de Educação de São Paulo, e o secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Edmar Santos.

Dos governadores, nenhum apresentou quadros graves da doença e alguns já anunciaram recuperação. O último a ser diagnosticado, Carlos Moisés (PSL-SC), realizou o exame depois de apresentar sintomas como tosse, dor de garganta, dor de cabeça e febre baixa. Moisés foi criticado por ter comparecido a um evento em junho sem usar máscara.

Ministros

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, esteve com o governador catarinense no final de semana. Em nota, a pasta informou que a ministra e a comitiva que a acompanhou na viagem ao Estado “seguirão todos os protocolos recomendados para pessoas que tiveram contato com infectados por coronavírus”. A ministra não teve agenda oficial desde quarta (1º). Ela se submeteu a um teste, mas o resultado ainda não foi divulgado.

Caso tenha sido infectada, ela será a terceira ministra de Estado a ser diagnosticada com o novo coronavírus. Os outros dois são Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e Bento Albuquerque, do Ministério de Minas e Energia (MME). A advogada e tesoureira do Aliança pelo Brasil, Karina Kufa, o ex-secretário de Comércio Exterior, Marcos Troyjo, e o porta-voz da Presidência da República, general Otávio Rêgo Barros, também receberam diagnósticos positivos.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, chegou a se submeter a exames e a ficar em isolamento depois de um servidor com que teve contato ter sido diagnosticado com o novo coronavírus, mas o resultado do teste do vice deu negativo.

Prefeitos

Entre os prefeitos de capitais, cinco dos 26 receberam diagnóstico para covid-19. O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), de 74 anos, está hospitalizado, mas tem quadro estável e está despachando do hospital. “Considero que esse encontro com o novo coronavírus era inevitável, até pela função que exerço”, escreveu ele em mensagem no Twitter. Os demais chefes de prefeituras já cumpriram o período de isolamento e anunciaram recuperação.

Eu e a minha esposa @BetaVRibeiro fomos diagnosticados com a Covid-19, mesmo nos mantendo em isolamento social no período mais crítico da pandemia e seguindo todas as medidas recomendadas pelos órgãos de saúde. pic.twitter.com/mg5YLBGBO0

— Arthur Virgílio Neto (@Arthurvneto) June 30, 2020

As primeiras autoridades brasileiras diagnosticadas com o novo coronavírus haviam integrado a comitiva presidencial de Jair Bolsonaro na viagem aos Estados Unidos no início de março. O atual secretário-executivo do Ministério das Comunicações e ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Fabio Wajngarten, foi o primeiro a receber o diagnóstico positivo.

Depois de um imbróglio judicial em torno da publicidade dos exames a que o presidente se submeteu, Bolsonaro apresentou resultados que mostravam que ele não havia sido infectado.

Senadores

No Senado, sete dos 81 senadores tiveram covid-19. Um deles foi o presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que ficou afastado dos trabalhos legislativos por cerca de três semanas. Nos últimos dias, foram diagnosticados com a covid-19 os senadores Jayme Campos (DEM-MT) e Carlos Fávaro (PSD-MT).

O Senado não informou a quantidade de servidores diagnosticados, mas sabe-se que o Secretário-Geral da Mesa, Luiz Fernando Bandeira, testou positivo em maio. Apesar da participação dos senadores por videoconferência nas sessões da Casa, Alcolumbre, assessores e técnicos têm desempenhado o trabalho presencialmente de uma sala de comando.

Deputados

Na Câmara dos Deputados, ao menos 21 dos 513 deputados anunciaram contaminação pelo novo coronavírus. Entre eles, estão a ex-líder do governo Joice Hasselmann (PSL-SP) e o deputado Wladimir Garotinho (PSD-RJ). Entre os deputados, apenas o presidente da Casa e os líderes partidários têm participado das sessões presencialmente, os demais entram por videoconferência. Até 30 de junho, foram registrados 60 casos de funcionários da Câmara acometidos pela mesma enfermidade, entre servidores efetivos e comissionados.

Na cúpula do Judiciário, a assessoria do Supremo Tribunal Federal (STF) informou que nenhum ministro foi diagnosticado com a covid-19, mas não respondeu ao questionamento sobre a realização de exames pelas autoridades.

 Até agora, nenhuma morte foi registrada entre autoridades federais, mas há relatos óbitos de correligionários, conhecidos, além de ex-parlamentares e deputados estaduais. Uma das vítimas da covid-19 foi o médico e ex-senador pelo Amapá Papaléo Paes, de 67 anos, morto no último dia 25. Em maio, o deputado estadual carioca Gil Vianna (PSL) também morreu vítima da doença.

Fonte: CONGRESSOEMFOCO.UOL.COM.BR

Gravações revelam como grupos neonazistas atraem adolescentes para movimento internacional

Integrantes do "A Base" posam para fotos usadas como propaganda - Divulgação Uma série de gravações escondidas revelou uma operação secreta de um grupo neonazista para tentar recrutar adolescentes nos Estados Unidos e na Europa.

As gravações mostram integrantes do grupo neonazista "The Base" ("A Base") entrevistando jovens candidatos e discutindo formas de radicalizar o pensamento deles.

O FBI diz que o grupo tem como objetivo unificar os supremacistas brancos em todo mundo para incitar uma guerra racial.

As gravações foram entregues ao Southern Poverty Law Center, uma organização que defende direitos civis nos Estados Unidos. Elas foram compartilhadas com o programa Panorama, da BBC.

Rinaldo Nazzaro, fundador do A Base, é um americano de 47 anos. No começo do ano, a BBC revelou que ele coordenava a organização neonazista a partir de um apartamento em um bairro rico na cidade de São Petersburgo, na Rússia.

As entrevistas, que acontecem através de um app que usa criptografia, seguem um determinado padrão. Nazzaro pergunta aos candidatos sobre sua história pessoal, etnia, jornada de radicalização e experiência com armas. Em seguida, um painel de integrantes seniores faz outras perguntas.

Os candidatos respondem perguntas sobre os livros que leram, o que inclui "Mein Kampf" ("Minha Luta") de Adolf Hitler. Eles também eram encorajados a se familiarizar com as ideologias supremacistas do grupo. Uma das crenças é a de que seria necessário acelerar uma guerra racial que provocaria um colapso social.

Durante as entrevistas, Nazzaro dá boas vindas a integrantes de outros grupos extremistas.

Os jovens candidatos, que escondem seus nomes verdadeiros, demonstram conhecimento sobre ideologias e descrevem seus processos de radicalização com vídeos e propagandas.

Quando os candidatos saem da ligação, os demais membros do painel discutem o potencial de cada um e organizam os próximos encontros.

Colapso social

As gravações deixam claro que A Base tenta recrutar soldados de exércitos ocidentais para se aproveitar do seu treinamento com estratégia e armas.

Nazzaro, que segundo uma reportagem investigativa da BBC já foi analista do FBI e prestador de serviços do Pentágono, diz a um adolescente britânico que a ideia de colapso da sociedade é uma das "filosofias mestras" do grupo.

A um adolescente europeu, ele diz que tal colapso seria desejável, mesmo no nível local, se ele criasse um "vácuo de poder do qual se possa tirar vantagem".

Um menino ouviu que "inicialmente temos a meta de criar células com um ou dois homens na maior quantidade de áreas possíveis" e que "a Grã-Bretanha é um lugar que vemos com bastante potencial".

Em uma discussão sobre um europeu de 17 anos, após uma das entrevistas, um homem mais velho fala em "modelar" o sistema de crenças do jovem, e Nazzaro acrescenta que o menino precisa de "um pouco mais de trabalho, ideologicamente" mas que ele estava "definitivamente no rumo certo".

Sobre outro adolescente britânico, Nazzaro sugere que ele anda precisa "amadurecer ideologicamente".

A pesquisadora Cassie Miller, do Southern Poverty Law Center, diz que as gravações revelam um olhar pouco comum sobre o mundo dos extremistas, "mostrando que não há um caminho único para radicalização".

Ela diz que os candidatos a um lugar em A Base vêm de diversos tipos de lugares da sociedade.

"Acredito que o fato de que a maioria dessas pessoas ser totalmente normal já é bastante relevante. Eles não possuem algumas características que os predispõem a se tornarem terroristas ou a serem atraídos por uma ideologia extremista", diz a pesquisadora.

"Prefiro pensar neles como um reflexo da sociedade que está profundamente polarizada politicamente", acrescenta.

No Estado americano da Geórgia, três integrantes do A Base foram denunciados por um suposto complô para assassinar um casal antifascista.

A Base é uma das organizações mais recentes a surgir da rede internacional neonazista online, hoje extinta, chamada Iron March.

Outras organizações que apareceram ali incluem o grupo britânico National Action, o Sonnenkrieg Division e o Atomwaffen Division dos Estados Unidos, que foi desmantelado no país pelo FBI.

Uma investigação da BBC revelou a identidade de um homem que é membro-sênior do A Base e criador de um fórum online ligado a várias investigações de radicalização de adolescentes no Reino Unido.

Matthew Baccari, um desempregado de 25 anos do sul da Califórnia, usava o pseudônimo "Mathias" para gerenciar o site Fascist Forge, onde terrorismo e violência sexual eram encorajados.

Ele era uma presença constante nas gravações de entrevistas do A Base. Ele também promovia as ações do grupo em seu site, que foi retirado do ar este ano.

O fórum foi fundamental para as autoridades condenarem um menino de 16 anos de Durham, no Reino Unido. Ele se tornou a pessoa mais jovem no país a receber uma pena de prisão por planejar atentado terrorista.

Dois outros jovens britânicos do Fascist Forge, um deles de apenas 15 anos, estão sendo processados por 25 crimes relacionados a terrorismo.

Baccari se recusou a sair de seu quarto quando uma equipe da BBC tentou entrevistá-lo.

Baccari e Nazzaro também não responderam às cartas que foram enviadas a eles contendo provas contra ambos.

Fonte: NOTICIAS.UOL.COM.BR

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