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Monitor de robôs online aponta explosão de atividade no Brasil após revelação sobre Carlos Bolsonaro

Hashtag de apoio a Bolsonaro ficou em primeiro lugar na lista global de ferramenta que identifica conteúdos promovidos por contas falsas

Monitor de robôs online aponta explosão de atividade no Brasil ... Hashtags de apoio ao presidente Jair Bolsonaro ou de ataque àqueles vistos como ameaça pelos bolsonaristas chegaram pela primeira vez ao topo da lista de conteúdos publicados a partir de contas falsas no Twitter.

A constatação é do Bot Sentinel, uma ferramenta criada em 2018 para monitoramento de publicações surgidas a partir de contas falsas, conhecidas como robôs ou simplesmente bots.

Seu fundador, o americano Christopher Bouzy, 45, disse se tratar da primeira vez que conteúdos não-relacionados aos EUA chegaram ao topo de sua lista da atividade mundial de contas falsas.

"Foi surpreendente notar a ascensão de frases e hashtags ligadas ao Brasil a partir do início de abril", conta Bouzy.

 "Até agora, o Bot Sentinel tinha focado em atividades não-autênticas e em hashtags relacionadas aos EUA. Não controlamos o que o algoritmo descobre, portanto, não dissemos a ele que procurasse contas falsas amplificando hashtags e frases do Brasil. O algoritmo as encontrou sozinho."

#MaiaTemQueSair, #FechadocomBolsonaro e #DerreteMBL foram três das hashtags apontadas pelo Bot Sentinel como disseminadas por intensa atividade de robôs. O programa também monitora a atividade dos chamados trollbots, contas administradas por humanos que exibem comportamento semelhante ao de robôs ao replicar conteúdos de contas falsas, se engajando em campanhas de difamação.

 O caso ocorreu na esteira da revelação pela Folha, no último sábado (25), de que a Polícia Federal identificou o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, como um dos articuladores de um esquema criminoso de fake news.

A investigação estaria por trás da urgência do presidente em trocar o comando da PF, estopim da crise que levou o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, a pedir demissão do governo.

No próprio sábado (25), o Bot Sentinel colocou no topo das hashtags globais disseminadas por contas falsas o #FechadocomBolsonaro. Na segunda, assumiu a liderança das tags de bots o #MaisTemQueCair, seguida, de #Trump2020 e, em terceiro lugar, de #MaiaVaiCair.

Entre as seis hashtags brasileiras identificadas pelo programa como de mais intensa atividade no Twitter nos últimos dias não está aquela que, por conter um erro de digitação replicado milhares de vezes, levantou suspeitas do uso de robôs entre usuários da rede social: #FechadocomBolsolnaro, com um "L" a mais.

A hashtag com um "L" a mais viralizou na segunda (27) mas, segundo nota do Twitter, não foi encontrado "qualquer indicativo de comportamento coordenado inautêntico ou inorgânico relacionado à hashtag mencionada". Segundo a rede social, "não é raro que hashtags com erro de digitação sejam utilizadas repetidas vezes, uma vez que o recurso de autocompletar pode sugerir ao usuário um termo já utilizado anteriormente ainda que esteja escrito de forma equivocada”.

Desde que o Brasil entrou no radar do Bot Sentinel, o projeto que vive de pequenas doações de pessoas físicas viu choverem contribuições de brasileiros.

Carluxo B, Jesus na Goiabeira, Flavio Rachadinha B, Gabinete do Ó e Fa-milícia A são alguns dos mais de 60 usuários brasileiros de Twitter que, nas últimas 24 horas, fizeram doações para o projeto.

"Até agora, recebemos doações de aproximadamente 200 brasileiros!", celebra Bouzi. "Acredito que o povo brasileiro esteja farto da ação de contas falsas que está testemunhando e queira apoiar um projeto que ajude a expor a má conduta on-line."

Tamanho interesse tem feito o engenheiro de softwares Bouzi considerar a possibilidade de criar uma versão de seu site em português.

Para ele, ferramentas como a que ajudou a criar, a partir de técnicas de inteligência artificial e machine learning, são "críticas para ajudar as pessoas a distinguirem fatos de ficção, fake de real".

"Contas falsas tem se confirmado como uma grande ameaça a sistemas políticos democráticos porque distorcem a realidade e espalham informações sem lastro em plataformas das mídias sociais", avalia Bouzi, que aprendeu linguagem de programação sozinho a partir dos 9 anos de idade.

"Esse tipo de atividade pode fazer alguém impopular parecer popular, ou, ao contrário, tornar impopular alguém que é popular. Isso abala a opinião pública, influenciando em processos eleitorais."

Fonte: FOLHA.UOL.COM.BR

Novo ministro já propôs escolha entre jovem e idoso "no final da vida"

Novo ministro já propôs escolha entre jovem e idoso "no final da vida"

Nelson Teich, novo ministro da Saúde - Adriano Machado/Reuters O novo ministro da Saúde, o oncologista Nelson Teich, anunciado nesta quinta-feira (16) mas que ainda não tomou posse, disse em abril do ano passado que o dinheiro para Saúde é "baixo" no Brasil e, por isso", devem ser feitas "escolhas". Ele propôs o seguinte dilema: um idoso com problemas de saúde "que pode estar no final da vida" ou um adolescente. "Qual vai ser a escolha?", indagou Teich.

As declarações foram feitas para um vídeo institucional produzido pelo Instituto Oncoguia em abril de 2019. O instituto promovia um fórum nacional sobre oncologia, em Brasília, nos dias 16 e 17 de abril do ano passado.

"Como é que seria o ideal, na minha opinião, sobre como estruturar uma proposta. A primeira coisa que você tem que mapear é qual a necessidade da população. E a segunda coisa é quanto dinheiro você tem. [...] E tem uma coisa que é fundamental é: como você tem um dinheiro limitado, você vai ter que fazer escolhas. Então você vai ter que definir onde você vai investir. Então, sei lá, eu tenho uma pessoa que é mais idosa, que tem uma doença crônica avançada, ela teve uma complicação. Para ela melhorar, eu vou gastar praticamente o mesmo dinheiro que eu vou gastar para investir num adolescente que está com um problema. O mesmo dinheiro que eu vou investir é igual. Só que essa pessoa é um adolescente que vai ter a vida inteira pela frente e o outro é uma pessoa idosa que pode estar no final da vida. Qual vai ser a escolha?", disse Teich no vídeo.

"São duas coisas importantíssimas na saúde hoje: o dinheiro é limitado e você tem que trabalhar com essa realidade; segunda coisa, as escolhas são inevitáveis. Quais vão ser as escolhas que você vai fazer?", afirmou o oncologista.

Teich admitiu que os recursos destinados ao SUS (Sistema Único de Saúde) no Brasil são insuficientes. "E realmente o recurso financeiro é baixo. A gente tenta ter um acesso [ao sistema de saúde] semelhante ao que aconteceu nos EUA, que é uma referência em termos de acesso. Para vocês terem uma ideia, para 2019 a projeção é que se gaste US$ 11,2 mil por pessoa por ano e no Brasil, no SUS, você vai ter menos de [US$] 500. Então é um abismo, a diferença financeira. A gente pode discutir corrupção, má gestão, mas até para fazer uma gestão eficiente é difícil quando você tem pouco dinheiro", disse Teich.

"Então você tem que se superar realmente para conseguir entregar o máximo que você pode com o que você tem de recursos, seja financeiro, seja de estrutura."

Fonte: NOTICIAS.UO.COM.BR

Filha de ex-paciente de Teich diz que novo ministro da Saúde é um monstro

Filha de uma ex-paciente do novo ministro, Regina Pussente diz que o oncologista Nelson Teich deixou sua mãe em estado terminal de câncer agonizando. "Ele se dirigiu a nós e disse o seguinte: 'Não adianta fazer nada, ela vai morrer. Deitem ela na maca da sala ao lado, quando tudo terminar, irei atender'", diz o post 

 Filha de uma ex-paciente do novo ministro, Regina Pussente fez duras críticas ao novo ministro da Saúde, Nelson Teich, que substituiu Luiz Henrique Mandetta em meio à pandemia do novo coronavírus. 

Em post publicado nas redes sociais, compartilhado pelo jornalista Hélio Doyle, Regina Pussante chama Nelson Teich de "monstro" e diz que o oncologista foi médico de sua mãe. 

"Este monstro, mesmo sabendo do estado terminal e das dores absurdas que ela estava sentindo, deixou ela esperando um tempão por atendimento. Depois de reclamarmos, ele saiu do consultório dele, se dirigiu a nós e disse o seguinte, para uma pessoa que estava já agonizando: 'Não adianta fazer nada, ela vai morrer. Deitem ela na maca da sala ao lado, quando tudo terminar, irei atender'", diz o post. 

Em vídeo que viralizou nas redes sociais, Nelson Teich aparece falando que jovens devem ter prioridade em relação aos idosos. “Na Saúde, o dinheiro é limitado e escolhas são inevitáveis”, diz Teich, em um vídeo de abril de 2019 (assista). 

Após a repercussão das críticas, Regina Pussente voltou às redes sociais e fez uma retratação em relação às suas declarações, dizendo não ter algo "contra a pessoa do Sr. Ministro". "O que tenho é um sentimento em relação a uma situação que vivi e que de forma desrespeitosa foi exposta por “jornalistas” e pessoas irresponsáveis".

Post filha de ex-paciente Nelson Teich

 Fonte: BRASIL247.COM

Declaração de Mandetta sobre milícias e tráfico irrita policiais federais

       Ministro afirmou que dialoga com poder paralelo para combater coronavírus em comunidades

Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta - UESLEI MARCELINO Bola fora A declaração de Mandetta de que dialoga com o tráfico e com a milícia sobre o enfrentamento do coronavírus pegou mal na área de segurança pública. Para policiais, o ministro cometeu um erro histórico ao reconhecer, como agente do Estado, a existência de poderes paralelos.

Nunca antes Em mensagens trocadas em um grupo de WhatsApp, policiais federais disseram que a atitude do ministro não tinha precedentes na história do Brasil.

Como é? O ex-ministro da Segurança Pública Raul Jungmann concorda com a crítica. "Entendo as preocupações humanitárias, mas isso é inaceitável. Significa reconhecer o controle do crime organizado sobre a vida das pessoas", afirma.

Citados No relatório diário da ONU, o episódio foi mencionado, registrando a declaração de que o ministro vai dialogar com traficantes de drogas e milícias em favelas para lutar contra a doença.

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Fonte: FOLHA.UOL.COM.BR

Desembargador do TJ-BA é acusado de ato de nepotismo por casar com servidora de gabinete

Desembargador do TJ-BA é acusado de ato de nepotismo por casar com servidora de gabinete Caberá ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidir se o desembargador Moacyr Montenegro, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), praticou ato de nepotismo ou não ao se casar com uma assessora de seu gabinete. O desembargador realizou uma cerimônia de união estável em janeiro deste ano com a assessora Jianinni de Assis Pereira Costa. Neste caso, o caso pode ou não ser enquadrado como nepotismo superveniente.  

Jianinni, a atual esposa do magistrado, foi nomeada em 2013 para atuar no gabinete de Moacyr Montenegro, quando ainda não havia vínculo afetivo entre os dois. Ela não é servidora do quadro, não tendo ingressado no TJ-BA via concurso público. No final de 2019, o Bahia Notícias começou a obter informações sobre o suposto caso de nepotismo e, no dia 31 de janeiro deste ano, o CNJ recebeu um pedido de providências sobre o assunto. O caso está concluso para decisão no gabinete do corregedor. O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, no mês de fevereiro, pediu ao TJ-BA informações para esclarecer o fato. 

Ao Bahia Notícias, o desembargador afirmou desconhecer a ação que tramita no CNJ, por não ter sido notificado. Confirmou que, de fato, celebrou uma união estável com a servidora do gabinete e disse que o relacionamento se iniciou seis anos após sua nomeação. Para ele, o caso não é de nepotismo, e a Súmula Vinculante 13 do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Enunciado Nº1 do CNJ “são claros ao dispor que não caracteriza nepotismo quando o vínculo é posterior à nomeação”. 

“Mesmo não se tratando de nepotismo, a fim de evitar qualquer celeuma pelo fato de a servidora trabalhar em meu gabinete, já havia solicitado à Presidência do TJ a relotação da servidora para qualquer outro setor, a critério do Presidente, o que está em vias de apreciação. São estes os meus esclarecimentos”, encerra a resposta o desembargador.  

O QUE DIZ A LEI:

O Enunciado Nº1 do CNJ diz: “As vedações previstas no art. 2º da Resolução nº. 07, de 18 de outubro de 2005, não se aplicam quando a designação ou a nomeação do servidor tido como parente para a ocupação de cargo comissionado ou de função gratificada foram anteriores ao ingresso do magistrado ou do servidor gerador da incompatibilidade, bem como quando o início da união estável ou o casamento forem posteriores ao tempo em que ambos os cônjuges ou companheiros já estavam no exercício das funções/cargos, em situação que não caracterize ajuste prévio para burlar a proibição geral de prática de nepotismo, ressalvada a vedação prevista no § 1º, in fine, do art. 2º da referida Resolução”.   

A ressalva, segundo a própria, são para “as nomeações ou designações de servidores ocupantes de cargo de provimento efetivo das carreiras judiciárias, admitidos por concurso público, observada a compatibilidade do grau de escolaridade do cargo de origem, a qualificação profissional do servidor e a complexidade inerente ao cargo em comissão a ser exercido, e que o outro servidor também seja titular de cargo de provimento efetivo das carreiras jurídicas, vedada, em qualquer caso a nomeação ou designação para servir subordinado ao magistrado ou servidor determinante da incompatibilidade”. Desta forma, segundo fontes ligadas ao Bahia Notícias, a servidora não pode atuar como subordinada ao marido-desembargador.  Outra questão que deverá ser definida pelo CNJ é se o desembargador pode pedir ao presidente do TJ-BA a relotação da servidora não concursada, e se o nepotismo pode ser configurado a partir do ato de redesignação para atuar em outro setor.  

Fonte: BAHIANOTICIAS.COM.BR

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