jornalista1

Sessão do STJ tem bate-boca e presidente é chamado de mau caráter

sessaodostjOs ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Francisco Falcão, atual presidente, e Otávio Noronha protagonizaram um bate boca, chegando a elevar a voz e trocar ofensas, durante sessão da Corte Especial, nesta quarta-feira (3). Na ocasião, Falcão foi chamado de “mau caráter” por Noronha.

O gatilho para o embate ocorreu quando Falcão começou a defender medidas administrativas adotadas durante a sua gestão, que, segundo ele, economizaram milhões do erário. “O STJ, no fato inédito, devolveu aos cofres públicos da União R$ 34 milhões do Orçamento de 2015 [...]. Fizemos muito, com pouco. É um fato inusitado na administração pública brasileira”, afirmou.

Em seguida, ele lembrou ter suspendido a construção de um edifício que seria usado pela Escola de Nacional de Formadores e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), de acordo com o presidente, no valor de R$ 40 milhões.

Otávio Noronha, que já foi diretor-geral do Enfam, interrompeu Falcão e o acusou de gastar recursos desnecessariamente, comprando veículos novos para o Tribunal. “Mas comprou dez carros novinhos[...], último tipo, com teto de vinil. Comprou só dez, [que] beneficiavam o presidente e seu gabinete, e os demais foram de roldão, só dez”, disparou Noronha.

Falcão argumentou que tais aquisições atendiam a um pedido do próprio Noronha, que se revoltou com a acusação e disparou: “Mentira! É tão mentiroso[...]. Um mau caráter desse vem me provocar em sessão”, disse ele, dirigindo-se a Falcão.

Mau caráter

O constrangimento instaurou-se. Os demais ministros, então, pediram a retomada da pauta, na tentativa de amainar os ânimos. A calmaria durou pouco. Logo em seguida, Falcão perguntou ao ministro Humberto Martins em que pé estava a tramitação de um mandado de segurança impetrado por um servidor do STJ alvo de um processo disciplinar. Martins é o relator.

A apuração foi instaurada pelo presidente Falcão e mira em uma licitação na área de Tecnologia da Informação do tribunal. O caso deu origem a um inquérito na Polícia Federal, que está analisando suspeitas de superfaturamento.

A temperatura voltou a subir e iniciou-se a segunda etapa do bate-boca, já que o ministro Otávio Noronha foi testemunha de um dos investigados.

“Esse presidente é um tremendo mau caráter”, acusou Noronha.

Falcão, gritando, respondeu: “Mau caráter é Vossa Excelência, me respeite!”.

A ministra Laurita Vaz, que havia assumido a presidência da sessão minutos antes, pediu calma e pôs fim ao embate.

Fonte: Gazeta do povo

Ex-deputado que negocia delação cita Jaques Wagner e Aécio

Ex-deputado Pedro Corrêa (PP de Pernambuco), preso na Operação Lava-Jato, afirmou ter informações capazes de comprometer aproximadamente 100 políticos

aecioO ex-deputado Pedro Corrêa (PP de Pernambuco), preso na Operação Lava-Jato, afirmou ter informações capazes de comprometer aproximadamente 100 políticos, entre eles dois ministros do atual governo: Jaques Wagner, da Casa Civil, e Aldo Rebelo, da Defesa Também está na lista o sentado Aécio Neves (PSDB-MG), candidato derrotado na última eleição. As informações são do Jornal Folha de São Paulo

As informações foram dados por Corrêa durante a negociação para firmar um acordo de delação premeiada. Corrêa está preso em Curitiba e foi condenado a 20 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no esquema da Petrobrás.

Para ler a matéria completa na Folha de São Paulo clique aqui.

Fonte: http://arede.info/

Todo político deveria passar por uma avaliação psiquiátrica, escreve Augusto Cury

gestaodaemocaoEmbora não tenha sofrido grandes traumas na infância, Adolf Hitler foi superprotegido pela mãe. Isso resultou em uma gestão emocional comprometida, já que ele foi uma pessoa introvertida, depressiva e que se sentia diminuída socialmente, o que mais tarde se transformou em um complexo de superioridade. É o que afirma Augusto Cury em"Gestão da Emoção".

Hélder Aragão deixa presídio

helder

Prefeito afastado de Anajatuba, Hélder Aragão, nas dependências do presídio (foto: Blog do Neto Ferreira).

Afastado do cargo de prefeito por corrupção em Anajatuba, o advogado Hélder Lopes Aragão (PMDB), deixou na noite de sexta-feira (11), a cela do pavilhão especial do Presídio São Luís I.

Ele estava preso por determinação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF).

Aragão, o empresário Fábiano Bezerra e ex-secretários municipais foram alvos da Operação Attalea, que desarticulou uma organização criminosa com forte atuação nas licitações de várias prefeituras.

Antes de volta para casa, Hélder Aragão colocou uma tornozeleira eletrônica que irá monitorá-lo 24 horas por dia. A soltura de Hélder foi uma reconsideração monocrática doo desembargador federal Mário César Ribeiro.

TRF manda soltar Hélder Aragão, prefeito de Anajatuba

O desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Mário César Ribeiro, determinou na noite desta sexta-feira (11), por volta das 22h, que o prefeito de Anajatuba (MA), Helder Lopes Aragão (PMDB), seja solto.

De acordo com o Gabrie Amorim, advogado de defesa, o magistrado optou na decisão pela reconsideração monocrática e concedeu o hábeas corpus.

Hélder Aragão foi afastado do cargo e preso pela Polícia Federal no dia 20 de outubro na Operação Attalea, resultado de um trabalho conjunto da PF com o Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Maranhão (MP-MA) e Controladoria-Geral da União (CGU).

Também foram presos o empresário Fabiano Bezerra e secretários da cidade de Anajatuba, apontados como integrantes da quadrilha que atuava fraudando processos licitatórios e desviando recursos públicos federais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Fonte: Neto Ferreira - Conteúdo Inteligente.

O que o procurador não procurou: Cerveró levou propina da Alstom durante o governo FHC; Brasil engavetou investigação, mas Suiça confiscou dinheiro

Delcídio para nós
por Jânio Freitas, na Folha

cerveroAs dúvidas sobre a propriedade da prisão de Delcídio do Amaral, decretada por cinco ministros do Supremo Tribunal Federal, vão perdurar por muito tempo. Assim como a convicção, bastante difundida, de que a decisão se impôs menos por fundamento jurídico e equilíbrio do que por indignação e ressentimento com a crença exposta pelo senador, citando nomes, na flexibilidade decisória de alguns ministros daquele tribunal, se bem conversados por políticos.

Às dúvidas suscitadas desde os primeiros momentos, estando o ato do parlamentar fora dos casos de prisão permitida pela Constituição, continuam tendo acréscimos. O mais recente: Delcídio planejou a obstrução judicial que fundamentou a prisão, mas não a consumou. E entre a pretensão ou tentativa do crime e o crime consumado, a Justiça reconhece a diferença, com diferente tratamento.

A sonhadora reunião de Delcídio até apressou a delação premiada de Nestor Cerveró, buscada sem êxito pela Lava Jato há mais de ano. Ali ficou evidente que seu advogado Edgar Ribeiro estava contra a delação premiada. Isso decidiu o ex-diretor da Petrobras, temeroso, a encerrar aceitá-la, enfim.

Em contraposição às dúvidas sem solução, Delcídio suscitou também temas e expectativas que tocam a preocupação ou a curiosidade de grande parte da população. Sabe-se, por exemplo, que Fernando Soares, o Baiano, ao fim de um ano depositado em uma prisão da Lava Jato, cedeu à delação premiada. O mais esperado, desde de sua prisão, era o que diria sobre Eduardo Cunha e negócios com ele, havendo já informações sobre a divisão, entre os dois, de milhões de dólares provenientes de negócios impostos à Petrobras.

Informado dos depoimentos de Baiano, eis um dos comentários que o senador faz a respeito: ele “segurou para o Eduardo”. Há menções feitas por Baiano que não foram levadas adiante pela escassa curiosidade dos interrogadores. Caso, por exemplo, de um outro intermediário de negociatas citado por Baiano só como Jorge, sem que fossem cobradas mais informações sobre o personagem e seus feitos. Mas saber tudo o que há de verdade ou de fantasia em torno do presidente da Câmara é, neste momento, uma necessidade institucional e um direito de todo cidadão.

Se Fernando Baiano “segurou para Eduardo Cunha”, a delação e os respectivos prêmios -a liberdade e a preservação de bens- não coincidem com o que interessa às instituições democráticas e à opinião pública. E não se entende que seja assim.

Entre outras delações castigadas de Delcídio, um caso esquisito. Investigadores suíços confirmaram, lá por seu lado, que Nestor Cerveró tinha dinheiro na Suíça. Procedente de suborno feito pela francesa Alstom, na compra de turbinas quando ele trabalhava com Delcídio, então diretor Gás e Energia da Petrobras em 1999-2001, governo Fernando Henrique. A delação do multipremiado Paulo Roberto Costa incluiu o relato desse suborno. Mas a Lava Jato não se dedicou a investigá-lo e o procurador-geral da República o arquivou, há oito meses. Os promotores suíços foram em frente.

Na reunião da fuga, Delcídio soube com surpresa, por Bernardo, que Cerveró entregara o dinheiro do suborno ao governo suíço, em troca de não ser processado lá. É claro que a Lava Jato e o procurador-geral da República estiveram informados da transação. E contribuíram pela passividade. Mas o dinheiro era brasileiro. Era da Petrobras. Foi dela que saiu sob a forma de sobrepreço ou de gasto forçado. Não podia ser doado, fazer parte de acordo algum. Tinha que ser repatriado e devolvido ao cofre legítimo.

A Procuradoria Geral da República deve o esclarecimento à opinião pública, se fez repatriar o dinheiro do suborno ou por que não o fez. E, em qualquer caso, por que não investigou para valer esse caso. Foi ato criminoso e os envolvidos estão impunes. Com a suspeita de que o próprio Delcídio seja um deles, como já dito à Lava Jato sem consequência até hoje.

Mas não tenhamos esperanças. Estamos no Brasil e, pior, porque a ministra Cármen Lúcia, no seu discurso de magistrada ferida, terminou com este brado cívico: “Criminosos não passarão!” [toc-toc-toc, esconjuro] Foi o brado eterno de La Passionaria em Madri, que não tardou a ser pisoteada pelos fascistas de Franco. De lá para cá, em matéria de ziquizira, só se lhe compara aquele [ai, valei-me, Senhor] “o povo unido jamais será vencido”, campeão universal de derrotas.

Fonte: Associação Brasileira dos Jornalistas

Mais artigos...

vetenuo

bannerdisponivel

bannerdisponivel

bannerdisponivel

bannerdisponivel

Impakto nas Redes Sociais

                                   

www.impactocarcerario.com.brblogimpakto  acervo         jornalismoinvestigativo   procurados

Desenvolvido por: ClauBarros Web