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Oficiais da PM são presos em operação sobre caso Romano

 Operação Pulitzer, que leva nome de uma das maiores premiações do jornalismo mundial, mobilizou cerca de 100 agentes públicos, dentre policiais militares, civis, além de membros e servidores do MPRR

A Operação Pulitzer, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Roraima (MPRR) com o apoio das polícias Civil e Militar, cumpre sete mandados de prisão e 14 de busca e apreensão nos bairros Aparecida e Cidade Satélite, em Boa Vista.

A ação realizada na manhã desta quinta-feira (16) mira seis policiais militares, sendo três coronéis e um major da PM, acusados de envolvimento no sequestro e na tortura do jornalista Romano dos Anjos. O carro dele, inclusive, foi incendiado. O crime aconteceu no ano passado.

Os mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de Roraima, que decretou sigilo absoluto das investigações.

A operação, que leva o nome de uma das maiores premiações do jornalismo mundial, o Prêmio Pulitzer, mobilizou cerca de 100 agentes públicos, dentre policiais militares, civis, além de membros e servidores do MPRR.

Jornalista foi sequestrado e torturado no ano passado (Foto: Arquivo FolhaBV)
 

Policiais são denunciados por violência contra aluno do Colégio Cívico-Militar de Imbituva

Policiais são denunciados por violência contra aluno do Colégio Cívico-Militar de ImbituvaUm dos policiais é monitor da escola e o outro o diretor; além dos crimes contra o adolescente, eles também ameaçaram uma funcionária da Assistência Social para não falar “tudo o que sabia”

Dois policiais militares aposentados foram denunciados pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), nesta quinta-feira (09), por crimes praticados contra um adolescente, estudante do Colégio Cívico-Militar de Imbituva, município da região central do Estado. Os policiais – um é monitor e o outro é o diretor da escola – constrangeram, ameaçaram e agrediram fisicamente o jovem e ainda ameaçaram uma funcionária da Assistência Social do município para que ela não falasse tudo o que sabia.

10 de setembro de 2021 - 17:06 - Atualizado em 10 de setembro de 2021 - 17:32

Na denúncia, protocolada nesta quinta-feira (9), a Promotoria de Justiça relata que, no dia 6 de agosto deste ano, durante o turno escolar, o agente militar que atuava como monitor na instituição de ensino interrompeu uma aula que estava sendo ministrada e retirou um adolescente de sala. A razão seria repreender o aluno por ter desenhado uma folha de maconha e escrito a frase “vida loca” em sua carteira escolar.

O monitor teria ameaçado o estudante, afirmando “que já tinha matado vários e que ele não iria fazer diferença”. Depois, ainda o agrediu com um soco na nuca. Ao retornarem para a sala de aula, o policial ainda teria submetido a vítima a constrangimento, obrigando-a a limpar a carteira escolar na presença dos demais colegas de classe e da professora.

Tentativa de evitar a punição 

Após os fatos, tanto o monitor como o diretor-militar do Colégio, também policial, teriam procurado a equipe de psicólogos, pedagogos e assistentes sociais que atuam no município, solicitando que o ocorrido não fosse levado ao conhecimento do Ministério Público. Os agentes policiais também teriam pedido à secretária de Assistência Social para que “amenizasse” o relato sobre os crimes à Promotoria de Justiça. 

Segundo o MPPR, o diretor do Colégio Militar não adotou as medidas necessárias após ter conhecimento dos acontecimentos, cometendo o crime de corrupção passiva e prevaricação ao evitar a punição dos policiais. O diretor também foi acusado de ameaça, pois em conversa com a secretária da Assistência Social de Imbituva, teria afirmado que “ficou sabendo que já teve um caso de uma criança da Casa Lar tacar fogo no carro do conselho, que Deus o livre se fizer isso com meu carro, ainda bem que não tenho porte de arma”, insinuando que o adolescente poderia morrer, com um tiro, caso ele tivesse uma arma.

Caso a denúncia seja aceita pela Justiça, os policiais vão responder pelos crimes de ameaça, violência arbitrária, submissão de adolescente a constrangimento, corrupção passiva e prevaricação. A ação penal tramita na Vara da Auditoria Militar.

Afastados

A Secretaria Estadual de Educação do Paraná (Seed), informou que tanto o monitor, quanto o diretor do colégio, foram afastados das funções e, neste momento, a escola está sem militares ativados no momento. A Seed disse que também encaminhou o caso para a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), para que tome as providências necessárias.

Fonte: https://ricmais.com.br

 

Filha de empresários e presidente de cooperativa morreram em garimpo de MT quando apagavam código de rastreio de dinamites, diz polícia

Daniella Trajano Dalff e Mario Lucier Caldeira morreram em explosão de garimpo em MT — Foto: Reprodução Os códigos são obrigatórios e servem para rastrear a carga desde a origem até o destino final do material, de uso controlado pelo Exército.

O delegado Victor Hugo Caetano Freitas, da Polícia Civil, disse que as vítimas manuseavam um solvente inflamável para apagar os códigos de rastreio dos explosivos, com a finalidade de comercialização no mercado ilegal. Assista ao vídeo abaixo.
"A polícia conseguiu apurar até então que todos os envolvidos, inclusive as duas vítimas, faziam parte de um esquema criminoso de desvio clandestino de emulsões e outros componentes explosivos", disse.
Daniella Trajano trabalhava na empresa dos pais, que fornecia explosivos na região. Ela e Mario Lucie Caldeira fariam parte de um esquema de desvio das cargas de dinamite no estado.

Os códigos são obrigatórios em todo material explosivo e servem para rastrear a carga desde a origem até o destino final do material, que tem o uso controlado pelo Exército Brasileiro.

A investigação já apurou que a supressão dos códigos foi feita para evitar que o material fosse rastreado e pudesse, assim, ser vendido no mercado clandestino.

As cargas de dinamite não deveriam estar em Guarantã, foram movimentadas clandestinamente. O rastreio desse tipo de carga tem uma rota traçada e não pode ser desviada.

Relatórios do Exército Brasileiro sobre o rastreio do material explosivo e o da Gerência de Operações Especiais (GOE), da Polícia Civil, sobre a detonação da dinamite e dos cordéis, serão anexados ao inquérito policial e vão subsidiar a investigação.

Apreensão de material e investigação

Na próxima semana, o delegado deve ouvir o proprietário da empresa que comercializou o material explosivo e uma das pessoas que estava presente no local no momento da explosão.

Já foram ouvidos trabalhadores que estavam no local e apurada a informação de que os explosivos apreendidos tinham outro destino e estavam no garimpo clandestinamente.

No garimpo, foram apreendidos pela Polícia Civil 300 quilos de emulsão de dinamite e mais de mil metros de cordel detonante.

O que provocou a explosão

O atrito entre o solvente e o cordel ocasionou a explosão, contudo, essas informações serão confirmadas com o laudo da Perícia Oficial do Estado.

Duas ou três bananas de dinamite também explodiram e as pessoas que estavam mais próximas do material foram atingidas.

O cordel é flexível, com um núcleo de material explosivo, e pode ser utilizado para iniciar explosivos como reforçadores, encartuchados e bombeados e como linha mestra para iniciar detonadores não elétricos.

A polícia ainda está reunindo informações e laudos técnicos para esclarecer as causas da explosão e as responsabilidades sobre o incidente e o material explosivo encontrado no local.

Detonação

Uma equipe da Divisão Antibombas da polícia foi a Guarantã do Norte no dia seguinte, após a explosão no garimpo, para fazer a detonação do material apreendido pelas equipes policiais.

Policiais detonam explosivos em garimpo em MT

Após levantamento do material e de procedimentos de segurança para que as equipes policiais pudessem dar continuidade às diligências investigativas no garimpo, a equipe da GOE fez a detonação, com segurança, dos 300 kg das emulsões de dinamite e dos cordéis, em uma área na região rural de Guarantã do Norte.

Fonte: https://g1.globo.com

 

 

'O coronel que raptava infâncias': Matheus de Moura lança livro sobre PM abusador de crianças na Ponte

 Obra do jornalista foi lançada pela editora Intrínseca e narra o passado obscuro de Pedro Chivarry, coronel da PM do Rio de Janeiro responsável por uma rede criminosa de abuso sexual de crianças preso em 2016

Quando ainda era estudante de jornalismo em 2016, Matheus de Moura se deparou com o caso chocante que mudaria o rumo da sua vida pessoal e profissional: o flagrante do coronel reformado da Polícia Militar Pedro Chavarry Duarte, que estava dentro de um carro com uma criança, nua, de apenas dois anos. O episódio, que aconteceu em um posto de gasolina em Ramos, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, ganhou as manchetes dos jornais junto com um vídeo que mostrava Chavarry tentando subornar policiais para não ser preso.

Na época, mesmo vivendo em Santa Catarina, Matheus de Moura decidiu investigar o passado do PM ao acompanhar a repercussão do caso. Cinco anos depois de uma intensa e profunda apuração, que o fez se mudar para o Rio de Janeiro, o jornalista conta todos os capítulos desta história no seu primeiro livro, O coronel que raptava infâncias, lançado oficialmente pela editora Intrínseca na Academia de Literatura das Ruas da última quarta-feira (18/8). A live conduzida pela editora de relacionamento Jessica Santos foi transmitida no canal da Ponte. Foram sorteados quatro exemplares da obra aos membros do Tamo Junto.

“Eu olhei aquele cara da polícia militar tentando subornar com tanta facilidade, como quem parece que faz aquilo muitas vezes, e pensei que esse é um comportamento repetido, sistemático e provavelmente tem o lastro de anos. Fiquei aficionado nessa ideia de que por trás daquela ação tinha uma história muito maior”, lembra o jornalista do dia que assistiu o vídeo do coronel em uma reportagem do Fantástico.

Hoje, Matheus de Moura é mestrando em sociologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e colabora para veículos como a Ponte, o The Intercept Brasil e o UOL escrevendo sobre direitos humanos, segurança pública e crime organizado.

Desvendando o passado de Chavarry

O caso de 2016 não foi o primeiro flagrante envolvendo Pedro Chavarry. Já na década de 1980, o coronel foi preso após a polícia encontrar um bebê de três meses abandonado em situação precária dentro de uma casa que pertencia a ele em Bangu. “O chefe da associação de moradores já observava que ele sempre parava o carro lá, deixava uma mala e voltava. Toda semana tinha esse momento”, explica Matheus sobre a desconfiança dos moradores do bairro que chamaram a polícia.

Naquele local, foram encontrados indícios de que pelo menos outras quatro crianças haviam sido alvos de Chavarry. “Ele mentia que existia uma creche, em nome da Polícia Militar, e que ele cuidava destas crianças. Só que era balela, não tinha nada. Era um homem que no máximo tinha uma ajuda de uma senhora bem idosa de vez em quando, mas que tinha comprimidos de calmante para adulto nas coisas das crianças, uma câmera cujo filme estava destruído, e que ninguém sabia para que servia”, detalha Matheus sobre o que foi encontrado na casa.

No entanto, mesmo acusado de abandono e maus tratos, o coronel ficou preso por uma noite e foi absolvido em segunda instância, mantendo as funções dentro da PM. Segundo o jornalista, Chavarry voltou aos noticiários quando foi denunciado por receber propina do jogo do bicho junto com outros policiais. A partir de 2010, o coronel volta a aparecer na cena política, construindo “uma imagem de que ele é um homem de Deus, um homem do bem” e se torna presidente da Caixa Beneficente da PM do Rio de Janeiro, que assegura benefícios e serviços à policiais militares.

“Quando ele é pego em 2016, o policial Batista, que o prendeu, recebe uma ligação de um amigo de outro batalhão falando: ‘você prendeu o Chavarry, cara? Chavarry a gente não prende, a gente mantém solto’”, conta Matheus sobre o reconhecimento e a impunidade em torno da figura do coronel que era responsável por uma rede criminosa de abuso sexual de crianças.

Exploração sexual de crianças

Nos últimos anos, ao se mudar para Niterói, Matheus de Moura percorreu diversos pontos do Rio de Janeiro para falar com as vítimas, os familiares e encontrar documentos sobre o histórico de Pedro Chavarry. O jornalista diz que muitas mães relataram que se sentem culpadas pelo que aconteceu com seus filhos. Grande parte das crianças vítimas dos abusos moravam em favelas e eram de famílias humildes, em situação de vulnerabilidade.

Na obra, Matheus traz também a entrevista de um parente do coronel que contou mais detalhes de como era o convívio dele com a família. A narração também abre o debate para diferenças acerca de pedofilia e exploração sexual. Ele destaca que Chavarry atuava como explorador sexual. “São pessoas que constroem a vida para poder exercer poder e poder sexual”, ressalta. Ao mesmo tempo, a imagem do coronel era relacionada aos programas de assistência social que ele liderava.

Matheus avalia que os casos de abuso sexual envolvendo crianças causam mais comoção e indignação atualmente. “Hoje a gente presta atenção na infância como algo a ser protegido e isso é bom, mas ainda não se reflete totalmente em crianças que vivem na rua, pois aí não é mais criança, é o ‘de menor’, uma forma de tipificar criminalmente uma criança que está na rua”, ressalva.

Na visão do jornalista, a cobertura da imprensa comete erros nos casos de abusos sexuais de crianças ao confundir o crime com pedofilia, que é uma doença pela qual as pessoas precisam buscar tratamento. “São duas coisas diferentes. Enquanto a gente continuar tratando doença como crime, a gente não vai conseguir avançar na discussão”, aponta. Segundo ele, o próprio Ministério Público evita acusações usando o termo pedofilia.

Em 2017, o coronel da PM foi condenado a 11 anos de reclusão por estupro de vulnerável e corrupção ativa e dois anos mais tarde foi preso. Atualmente, Chavarry segue fazendo parte da corporação mesmo detido no Batalhão Prisional da PM, em Niterói, e recebe salário.

Fonte: https://ponte.org

PMs se passam por Policiais Civis para extorquir vendedor que guardava dinheiro para tratamento de saúde de bebê

 Dois policiais militares e um comerciante exigiram o pagamento de R$50 mil de um homem sob a ameaça de o prenderem. O caso aconteceu em Mogi das Cruzes (SP) e os policiais foram encaminhados ao Presídio Militar Romão Gomes

Nesta quinta-feira (12/8) os policiais militares Alexandre Rodrigues Caldas e Leonardo Tavares de Oliveira da 2ª Companhia do 44º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPM/I) e o comerciante Phelipe Cordoni Coutinho foram indiciados por passarem-se por policiais civis para extorquir um vendedor de 27 anos, que diz que guardava dinheiro para pagar o tratamento de saúde de sua irmã, uma bebê recém nascida que encontra-se internada em hospital. 

Segundo o boletim de ocorrência assinado pelo delegado Júlio Vaz Ferreira Neto do 4º DP de Mogi das Cruzes (SP), os PMs estavam utilizando uma suposta viatura descaracterizada, quando teriam abordado um homem em sua residência pela manhã, alegando que teriam um mandado de busca e apreensão para o local. Sob a promessa de não o prenderem, os supostos policiais exigiram a quantia de R$50 mil, que deveriam ser pagos em parcelas de R$10 mil por semana. 


Segundo o depoimento da vítima, os supostos policiais já teriam pegado a quantia de R$10.500 que estava em sua casa, e passaram a exigir o pagamento de outros R$10 mil às 18h, que deveriam ser entregues na porta de sua residência. A vítima então teria se comunicado com policiais do 4º DP durante o dia onde apresentou “prints” das conversas mantidas com um dos supostos policiais durante o momento de extorsão. 

Foi então que no final do dia, o policial civil Márcio Donizeti de Carvalho e outros que estavam no apoio se dirigiram à rua da casa da vítima com viaturas descaracterizadas, aguardando a chegada dos supostos policiais. Às 18h o carro de mesmas características apontadas pela vítima estacionou de frente a sua casa e os policiais civis Álvaro Nicodemus Sanvido e Marcio realizaram abordagem do veículo dos policiais militares. 

Os PMs estavam armados e dentro do carro foram encontrados dois aparelhos de telefone celular e a quantia em dinheiro de R$11.200, bem como um distintivo com as inscrições da Polícia Civil no bolso de Phelipe. A vítima, que acompanhou a abordagem, reconheceu os três homens no veículo como sendo os mesmos que teriam o abordado pela manhã. 

Procurada, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse que dois policiais militares, de 26 e 47 anos, e um comerciante, de 27, foram presos por extorsão contra um vendedor de 27 anos nesta quinta-feira (12), em Mogi das Cruzes. “Agentes do Setor de Investigações Gerais (SIG) apreenderam duas armas, um distintivo falso e mais de R$ 11 mil com o trio.  O caso foi registrado como extorsão. A Corregedoria da Polícia Militar foi acionada e irá apurar administrativamente a conduta dos PMs envolvidos na ocorrência. Os policiais foram encaminhados ao Presídio Militar Romão Gomes”. A Ponte procurou a defesa dos PMs, mas nãoi teve resposta até a publicação deste texto.

Fonte: https://ponte.org/

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