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Piloto de Beira-Mar e alvo de Narcos Gold têm licença do governo para garimpar o equivalente a 800 campos de futebol na Amazônia

Agência Heverton Soares, o Grota, procurado por garimpo ilegal no Pará pela Polícia Federal Foto: Reprodução / Agência O Globo Nacional de Mineração (ANM) argumenta que não cabe ao órgão fazer 'pesquisas da vida pregressa' de quem pede autorização para retirar ouro do subsolo amazônico

BRASÍLIA — Dois traficantes apontados pela Polícia Federal como chefes de organizações criminosas ganharam o direito de explorar uma área de mais de 810 hectares de garimpos de ouro na Amazônia - o equivalente a cerca de 800 campos de futebol.

Principal alvo da Operação Narcos Gold, deflagrada no início do mês, Heverton Soares, o “compadre Grota”, aparece nos registros do governo federal como detentor de 18 permissões de lavras garimpeiras, as chamadas PLGs, que abrangem um terreno de 762 hectares. Já nos registros da polícia, Grota é acusado de ser um dos principais representantes do que a PF chama de “narcogarimpo” - ele responde a processos na Justiça do Maranhão, Rondônia e São Paulo por tráfico de drogas, organização criminosa, lavagem de dinheiro e homicídio e é suspeito de ter ligações com duas facções criminosas do Sudeste. 

Fac-símile registro da permissão de lavra garimpeira autorizada pela Agência Nacional de Mineração para Heverton Soares, o Grota Foto: ReproduçãoFac-símile registro da permissão de lavra garimpeira autorizada pela Agência Nacional de Mineração para Heverton Soares, o Grota Foto: Reprodução

Alvo da Operação Enterprise, deflagrada no fim de 2020, Silvio Berri Júnior consta como detentor de uma PLG de 48 hectares. Júnior ficou conhecido nos anos 2000 por ser o principal piloto de avião do narcotraficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, que transportava cargas de cocaína da Colômbia ao Brasil - ele voltou ao radar da PF no ano passado por operar um esquema de tráfico chefiado por um ex-major da Polícia Militar de São Paulo.

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Todas as 19 “permissões” foram “outorgadas” e "efetivadas" aos dois traficantes pela Agência Nacional de Mineração (ANM) entre os anos de 2020 e 2021 em Itaituba, na região do Médio Tapajós, no Pará. O município é conhecido como “Cidade Pepita” pela grande quantidade de jazidas de ouro encontradas a poucos metros da superfície do solo. 

Vinculada ao Ministério de Minas e Energia, a ANM informou, em nota, que não é de competência da autarquia “pesquisar a vida pregressa, judicial ou afins” de pessoas que requerem o direito de explorar o subsolo amazônico. Segundo o órgão, isso é prerrogativa de “orgãos específicos judiciais e de polícia”.

Fac-símile registro da permissão de lavra garimpeira autorizada pela Agência Nacional de Mineração para Silvio Berri Foto: ReproduçãoFac-símile registro da permissão de lavra garimpeira autorizada pela Agência Nacional de Mineração para Silvio Berri Foto: Reprodução

O instrumento da PLG foi criado numa legislação de 1989 para regularizar o trabalho de pequenos garimpeiros artesanais - por isso, diferente do alvará de mineração, a outorga dispensa estudos de impacto ambiental, restringe a exploração mineral a uma área máxima de 50 hectares e é destinada a pessoas físicas ou cooperativas de garimpeiros.

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Há uma distância, no entanto, entre o que diz a lei e a realidade. Grota, por exemplo, está longe de ser um garimpeiro artesanal. A Polícia Federal atribui a ele a propriedade de fazendas, haras, pistas de pouso, empresas de maquinário de extração mineral e peças de carro, além dos garimpos de ouro numa estrutura que, segundo os investigadores, movimentava mais de 30 milhões de reais e ocultava a atividade mais lucrativa - o tráfico de drogas. Quando cumpriu os mandados de busca e apreensão deferidos pelo juiz Alexandre Rizzi, a PF encontrou em seus endereços duas aeronaves e joias de ouro. Ele ainda se encontra foragido.

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As defesas de Grota e Júnior não foi localizadas para comentar as acusações.

O acusado de narcogarimpo protocolou todos os 18 requerimentos de lavra garimpeira em setembro de 2019, no mesmo mês em que um grupo de garimpeiros de Itaituba bloqueava a BR-163 em protesto contra ações de fiscalização ambiental. Dois meses depois, o presidente Jair Bolsonaro discursou a integrantes desse mesmo grupo no cercadinho do Palácio da Alvorada. Na ocasião, Bolsonaro disse que pretendia tirar da alçada da ANM a concessão das “lavras garimpeiras” e entregá-la diretamente ao Ministério de Minas e Energia. 

— Pegaram a legislação e jogaram para a agência mineral, mas dá para voltar para o Ministério isso daí. Conversei com o ministro Bento hoje para voltar, para nós decidirmos, se deixar para o lado de lá complica a situação aí para vocês  — disse Bolsonaro, que foi aplaudido pelos garimpeiros. A promessa do presidente nunca se cumpriu, mas especialistas ambientais viram na retórica do presidente uma forma de pressionar a ANM a liberar com mais facilidade as outorgas. 

— Cresceu muito a quantidade de PLGs no governo Bolsonaro. Essa legislação [que trata das PLGs] foi feita para dar errado. Diversas investigações já mostraram que eles usam esse instrumento para esquentar o ouro extraído em terras indígenas e áreas de conservação - afirmou o advogado Rodrigo Oliveira, pesquisador do Instituto Socioambiental (ISA).

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A maior quantidade de lavras garimpeiras concedidas pelo governo federal em 2020 ocorreu justamente no município de Itaituba, com mais de 120 PLGs. Foram tantas permissões que, em julho, o Ministério Público Federal do Pará entrou com uma ação na Justiça pedindo para “suspender os efeitos das permissões” - a solicitação ainda não foi atendida.   

Segundo agentes do Ibama e da ANM ouvidos pela reportagem sob reserva, muitas PLGs são utilizadas para dar uma “origem legal” ao ouro retirado de áreas protegidas na floresta amazônica. Como a outorga não exige pesquisa mineral - ou seja, quanto de minério será extraído de determinada área — criminosos podem atribuir o quanto eles quiserem de ouro ao local. Para os agentes, é uma brecha na legislação que facilita lavar dinheiro de esquemas ilícitos, como tráfico e contrabando, e colocar os montantes  em circulação no sistema financeiro convencional. 

— É a sociedade da ilegalidade. É por isso que ao invés de atrair investidores do bem, responsáveis com o meio ambiente, nós estamos atraindo as facções criminosas para cá. A Amazônia hoje está entregue a essas organizações — afirmou Caetano Scannavino, coordenador da ONG Saúde e Alegria que presta atendimento médico a populações ribeirinhas na Região do Tapajós.

Fonte: https://oglobo.globo.com

Josmar Jozino - Ex-agente condenado nega ter matado sequestrador da filha de Silvio Santos

Fernando Dutra Pinto, sequestrador da filha de Silvio Santos - Reprodução Em 10 de dezembro de 2001, Mateus Messias da Silva, agente penitenciário em estágio probatório, chefiava o plantão no CDP 2 (Centro de Detenção Provisória) do Belém, na zona leste de São Paulo. Por volta do meio-dia, ele recebeu uma denúncia sobre a existência de um túnel no Pavilhão 6.

Mateus e o colega de turno Antônio Carlos Rodrigues foram checar a informação. Durante inspeção na cela 52, os agentes descobriram o buraco. As escavações já haviam atingido a parte externa da muralha da unidade. Os presos do xadrez foram levados para o setor disciplinar.

Na cela ao lado, a de número 53, estava recolhido Fernando Dutra Pinto, 22, o sequestrador de Patrícia Abravanel, filha do empresário e apresentador de TV Sílvio Santos. Segundo investigações, o preso intercedeu para que um detento, colega dele, não fosse conduzido ao castigo.

Fernando e Mateus passaram a discutir e o preso também foi levado para o Pavilhão Disciplinar. Ambos começaram a trocar socos. O agente penitenciário sofreu uma fratura no polegar da mão direita. O sequestrador de Patrícia Abravanel morreu 23 dias depois.

Versões conflitantes

As versões sobre as circunstâncias da morte de Fernando são conflitantes. Para a Polícia Civil, Ministério Público e a Justiça, o sequestrador foi torturado e espancado com barras de ferro por Mateus, Antônio e outros agentes penitenciários encapuzados e até hoje não identificados.

O chefe do plantão e o colega Antônio foram condenados por tortura e pela morte de Fernando a nove anos e quatro meses e também perderam o cargo. Em primeira instância, ambos acabaram absolvidos. O Ministério Público recorreu da decisão e a condenação veio em segunda instância.

Mateus ficou preso dois anos e sete meses e foi solto em setembro deste ano. Quase 20 anos após a morte de Fernando, ele conversou com a coluna. Antes gravou entrevista para o audiodoc da Ubook "Silvio Santos - Sequestros, mortes e mistério", dos jornalistas Alexandre Freeland e Leandro Calixto.

O ex-agente, aos 46 anos, disse à coluna ser inocente. Ele admitiu ter trocado socos com o preso, mas alega que só se defendeu das agressões e depois foi à delegacia com Fernando e Antônio, onde foram ouvidos e levados ao IML (Instituto Médico Legal) para fazer exame de corpo de delito.

Segundo a versão de Mateus, Fernando não tinha lesões. O ex-agente contou que voltou para o CDP 2 do Belém com o preso e o colega. No final do expediente bateu o cartão de ponto, saiu em licença médica por 30 dias e não teve mais contato com o sequestrador.

abravanel - Reprodução/TV Bandeirantes - Reprodução/TV Bandeirantes

30.08.2001 -- Patrícia Abravanel, filha do dono do SBT, é retirada de casa por policiais junto com as irmãs e a mãe depois que seu sequestrador, Fernando Dutra Pinto, invadiu sua casa e fez seu pai de refém.

Imagem: Reprodução/TV Bandeirantes

As investigações concluíram que Fernando foi torturado com barras de ferro e ficou 10 dias isolado no setor disciplinar, tomando banho frio e enrolado em toalha molhada. Laudos apontaram que, por causa do espancamento, ele teve uma ferida nas costas que infeccionou e causou pneumonia.

Após ser torturado, Fernando foi levado para o departamento médico da unidade e liberado para retornar à cela disciplinar. Ele ficou sem atendimento e o quadro de saúde piorou. Em 29 de dezembro de 2001, queixou-se de febre, dores no peito e nas costas. Sentiu calafrios e dificuldade para respirar.

No dia seguinte, Fernando foi levado à enfermaria e mais uma vez não recebeu atendimento médico. No dia 1º de janeiro de 2002, o sequestrador foi removido para a Santa Casa. Porém, acabou liberado e voltou ao CDP com agulhas e mangueiras de soro aplicadas no braço. Ele morreu no dia 2 de janeiro.

Um médico do CDP foi condenado por negligência a um ano em regime aberto. Também foram condenados a um ano e dois meses em regime aberto um diretor de vigilância e um diretor técnico. Ambos foram acusados de presenciar a tortura e nada fazer para impedi-la. A pena deles prescreveu.

Pensou em suicídio

Acostumado a trancar os presos na cela, Mateus foi isolado, a princípio, em um xadrez no CDP de Caiuá (SP). Ele contou que nos três primeiros dias de prisão chorou, gritou e pensou em se enforcar com um lençol.

Acrescentou que foi vítima de injustiça e que jamais torturou Fernando. Ele lembrou do dia mais triste na prisão. Disse que foi quando recebeu a visita do filho único. O menino revelou, aos prantos, que tinha brigado na escola com um aluno que lhe disse: "sai pra lá seu filho de preso".

Mateus acrescentou que hoje está livre das grades, mas que ainda se sente preso. Ele começou a cumprir pena em 2018 e agora está em regime aberto. Afirmou que tenta se reerguer, não quer ficar estigmatizado como condenado e que vai brigar na justiça por uma revisão criminal.

Na avaliação de Mateus, ele e Antônio foram condenados e usados pela Justiça como bode expiatório, porque o crime cometido por Fernando teve repercussão e muita comoção e a sociedade precisava de uma resposta.

silvio - Evelson de Freitas/Folhapress - Evelson de Freitas/Folhapress

30.08.2001: Sílvio Santos acena para jornalistas de sua casa no bairro do Morumbi, em São Paulo (SP), após ficar de refém de Fernando Dutra Pinto, sequestrador de sua filha Patrícia Abravanel.

Imagem: Evelson de Freitas/Folhapress

Mortes e mistérios

A prisão de Fernando Dutra Pinto foi marcada como um dos casos mais polêmicos e misteriosos da literatura policial. Ele, o irmão dele Esdras e outros comparsas sequestraram Patrícia Abravanel em 21 de agosto de 2001 e exigiram R$ 2 milhões para libertá-la. Ela tinha 22 anos.

O bando concordou em reduzir o valor do resgate para R$ 500 mil. Patrícia foi solta em 28 de agosto. Fernando ficou com o dinheiro e dois dias depois estava escondido em um flat em Alphaville. Uma camareira viu armas e cédulas de reais no apartamento 1004, no 10º andar, e avisou a equipe de segurança.

Em vez de comunicar a delegacia da área, no caso a de Barueri, um dos chefes da vigilância do flat telefonou para um delegado amigo dele, titular do 91º DP (Ceasa). Este último mandou três policiais de confiança para o local.

A Polícia Civil informou à época, sem esclarecer detalhes, que houve intensa troca de tiros no flat. Os investigadores Marcos Amorim Bezerra e Paulo Tamotsu Tamaki morreram. O colega deles, Reginaldo Nardis, foi baleado e sobreviveu.

Fernando foi atingido por um tiro nas nádegas e, mesmo assim, como se fosse um "homem aranha", escalou 10 andares na parte externa do hotel até chegar ao térreo e fugiu.

Na madrugada de 30 de agosto, o sequestrador se escondeu em um terreno baldio ao lado da mansão de Silvio Santos. Pela manhã, ele conseguiu entrar na casa. Policiais disseram que Silvio Santos foi surpreendido quando fazia ginástica só de cueca.

O apresentador e as filhas foram feitos reféns. As mulheres acabaram liberadas minutos depois. A polícia foi acionada e houve intensa negociação. Silvio Santos só foi liberado após a chegada do então governador Geraldo Alckmin (PSDB). Essa foi a exigência do criminoso.

Fernando se entregou, foi algemado, colocado em uma viatura policial e conduzido para o CDP 2 do Belém.

O testemunho de um preso, relatando a tortura, e a ligação de um funcionário do CDP, avisando a advogada do detento, Maura Marques, que o cliente dela havia sido espancado, além de laudos e outras provas, foram decisivos para a condenação dos réus.

Fonte: https://noticias.uol.com.br

Mala de dinheiro de sargento ostentação passou por batalhão da PMDF

carro saindo de quartel O terceiro sargento da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Ronie Peter Fernandes da Silva (foto em destaque), detido durante a Operação S.O.S. Malibu, deflagrada pela Polícia Civil (PCDF), seria o dono de malas de dinheiro, fruto do esquema de agiotagem liderado por ele. Os valores acondicionados em uma bolsa preta era sacado em agências bancárias e levados até o estacionamento de ul quartel, em Taguatinga

Imagens registradas por investigadores da Divisão de Roubos e Furtos da Polícia Civil do Distrito Federal (DRF/Corpatri), flagraram a logística do esquema envolvendo desde o saque feito pelos operadores da organização criminosa até a entrega do dinheiro, no antigo Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cefap), onde também funcionava a antiga sede do governo do DF apelidada de Burutinga.

Veja imagens da rotina do sargento e seu irmão:

Operação SOS MalibuRONIE PETER FERNANDES DA SILVA

Sargento liderava quadrilha de agiotasReprodução

Operação SOS MalibuRONIE PETER FERNANDES DA SILVA

PM mantinha vida de luxoReprodução

Thiago FernandesThiago Fernandes

Thiago Fernandes, irmão do policial, também foi preso pela PCDFReprodução

Operação SOS Malibucasa em Vicente Pires

Investigados moravam em mansãoReprodução

Operação SOS MalibuRONIE PETER FERNANDES DA SILVA

Sargento da PM tem salário de R$ 8 milReprodução

Operação SOS MalibuRONIE PETER FERNANDES DA SILVA

Quadrilha investigada atuava com agiotagemReprodução

Operação SOS MalibuRONIE PETER FERNANDES DA SILVA

Polícia apura crimes de extorsão e lavagem de dinheiroReprodução

RONIE PETER FERNANDES DA SILVARONIE PETER FERNANDES DA SILVA

Operação S.O.S MalibuReprodução

Operação SOS MalibuRONIE PETER FERNANDES DA SILVA

Apreensões ocorreram na manhã desta terça-feira (16)Reprodução

Operação SOS MalibuRONIE PETER FERNANDES DA SILVA

PM foi preso em uma das maiores operações da PCDFReprodução

Operação SOS MalibuRONIE PETER FERNANDES DA SILVA

Sargento liderava quadrilha de agiotasReprodução

Operação SOS MalibuRONIE PETER FERNANDES DA SILVA

PM mantinha vida de luxoReprodução

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Nos vídeos é possível ver a operadora do esquema, Raiane Gonçalves Campelo e o namorado dela, Alison Silva Lima, entrando em uma agência bancária. Na boca do caixa, a nutricionista sacou montanhas de dinheiro que totalizou R$ 800 mil. A mulher é proprietária da empresa One Nutrição e Estética, em Águas Claras, e aparece como dona de um Porsche usado pelos líderes do bando. A empresa, que tem faturamento mensal de R$ 100 mil, movimentou, entre janeiro e agosto de 2021, R$ 8,8 milhões.

Fotos. Saiba quem é a operadora financeira de sargento agiota da PM

Veja imagens do dinheiro sendo entregue nas dependências do batalhão da PMDF:

Dinheiro na BMW

No dia em que Raiane e Alison sacaram os R$ 800 mil, seguiram para a unidade da PM. O dinheiro foi colocado no interior de uma BMW X4 branca. Nas imagens é possível perceber quando o porta-malas é aberto para que a mala com o dinheiro seja guardada. Logo depois, Raiane deixa o batalhão à bordo do carro de luxo.

No quartel, segundo as apurações, ocorria o Curso de Altos Estudos e Aperfeiçoamento da Polícia Militar do Distrito Federal (CAEAp/PMDF). Além da BMW, as investigações identificaram que outros veículos eram usados para transportar o dinheiro, sempre sacando na boca dos caixas em agências bancárias do DF. Ainda eram usados o Jeep Compass branco, um Fiat Uno e um Hyundai, ambos vermelhos.

Vida de luxo

A vida que o sargento levava antes de ser preso é digna de telas de cinema. Suspeito de liderar uma quadrilha de agiotas, conforme revelou o Metrópoles, o PM morava em mansões, tinha coleção de carros de luxo e, constantemente, fazia viagens a praias paradisíacas.

Toda a rotina de ostentação era registrada nas redes sociais. Apesar de o contracheque do PM indicar vencimentos de R$ 8 mil, o sargento acumulou mais de R$ 8 milhões em contas bancárias com a prática criminosa.

A operação

Durante a ação para desarticular a organização criminosa, investigadores da DRF cumpriram mandados de busca e apreensão em duas mansões de propriedade da família do policial. Segundo as apurações, o militar agia em conjunto com o irmão Thiago Fernandes da Silva, que também foi detido. Os imóveis ficam em Vicente Pires, onde ocorreram as prisões.

Em um vídeo publicado por Ronie Silva no Instagram, é possível ver uma das casas, que conta com piscina, área de lazer, churrasqueira, ambientes climatizados e uma garagem repleta de carros importados.

Veja a casa do sargento:

S.O.S. Malibu

O esquema milionário de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro capitaneado pelo sargento da PMDF e seu irmão, foi desmantelado em operação deflagrada nas primeiras horas desta terça-feira (16/11), pela Polícia Civil (PCDF). Equipes da DRF cumpriram 15 mandados de busca e 7 de prisão em Vicente Pires, Taguatinga e São Paulo. A operação foi batizada em menção ao nome da concessionária de veículos dos irmãos.

A Operação S.O.S Malibu teve como principais alvos o sargento da PMDF Ronie Peter Fernandes da Silva e seu irmão, o empresário Tiago Fernandes da Silva. Ambos são apontados nas investigações da Coordenação de Repressão a Crimes Patrimoniais (Corpatri) como os líderes de uma organização criminosa especializada no empréstimo de dinheiro a juros exorbitantes, caracterizando a agiotagem ou usura.

Confira imagens da operação:

operação PCDF

Carros de luxo apreendidosGustavo Moreno/Metrópoles

Operação SOS MalibuOperação SOS Malibu

Quadrilha era liderada por sargento da PMDFGustavo Moreno/Metrópoles

Operação SOS MalibuOperação SOS Malibu

Prisão realizada na terça (16/11)Gustavo Moreno/Metrópoles

Apreensão da Operação SOS Malibudinheiro apreendido

Dinheiro apreendido Reprodução

Operação SOS MalibuOperação SOS Malibu

Operação S.O.S MalibuReprodução

Operação SOS MalibuOperação SOS Malibu

Preso pela PCDFReprodução

Operação SOS MalibuOperação SOS Malibu

Operação contra quadrilha de agiotasReprodução

Operação SOS MalibuOperação SOS Malibu

Operação S.O.S MalibuReprodução

operção

Operação contra quadrilha de agiotasGustavo Moreno/Especial Metrópoles

operação PCDF

Carros de luxo apreendidosGustavo Moreno/Metrópoles

Operação SOS MalibuOperação SOS Malibu

Quadrilha era liderada por sargento da PMDFGustavo Moreno/Metrópoles

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Quem não pagava as prestações em dia se tornava alvo de violentas ameaças. Durante as cobranças, além de coagir as vítimas, o grupo tomava veículos e exigia a transferência de imóveis dos endividados. A apuração ainda demonstrou que os valores da agiotagem eram ocultados por meio da compra de veículos de luxo registrados em nome de terceiros, além da utilização de empresas de fachada.

Lavagem de dinheiro

De acordo com as investigações da DRF, nos últimos dois anos, a organização criminosa comprou oito veículos da marca Porsche, de valor unitário próximo a R$ 1 milhão, e, nos últimos seis meses, movimentou mais de R$ 8 milhões, distribuídos em sete contas bancárias.

Três veículos da Porsche e um veículo BMW X4 foram apreendidos durante a operação. Os carros estão avaliados em R$ 3 milhões. Também foram bloqueadas as sete contas bancárias, de pessoas físicas e jurídicas, com o sequestro dos R$ 8 milhões faturados com o esquema.

A engrenagem criminosa era altamente lucrativa e demandava saques em espécie de quantias milionárias. Em ação controlada comunicada à Justiça, equipes de policiais da DRF acompanharam dois saques milionários ocorridos em agências bancárias do DF totalizando de R$ 800 mil e R$ 530 mil.

Organização estruturada

As apurações conduzidas pela PCDF apontaram como funcionava a estrutura da organização criminosa. O esquema era hierarquizado e havia divisão de tarefas. Na cadeia de comando havia os irmãos Ronie e Tiago, que emprestavam os valores e cobravam os endividados, mediante grave ameaça. O sargento da PMDF ainda era responsável pela aquisição dos veículos de alto luxo.

Também foram presos na operação cinco operadores financeiros do grupo, responsáveis pela dissimulação, isto é, pela sequência de transações e saques em contas de empresas de fachada, que visavam conferir aparência lícita aos valores faturados com a agiotagem. Três deles também eram responsáveis pela ocultação do dinheiro, pois cediam os nomes para o registro dos veículos de alto luxo, cujo verdadeiro dono era o sargento Ronie.

Os mandados de prisão, busca domiciliar e apreensão e sequestro foram expedidos pelo juiz da Vara Criminal de Águas Claras. A operação contou com o apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil de São Paulo.

Outro lado
Por meio de nota, a PMDF informou que também apura o caso. “A Polícia Militar já instaurou um procedimento apuratório sobre o caso de imediato. A instituição não compactua com qualquer desvio de conduta de seus integrantes. Comprovado os indícios de irregularidades ou crime, todas as medidas cabíveis ao caso serão tomadas”, diz o texto.

Fonte: https://www.metropoles.com/

Alvo do MP, jornalista é exonerado da Alesp após falar em matar judeus

Jose Carlos Bernardi, comentarista da Jovem Pan O jornalista José Carlos Bernardi (foto em destaque) foi exonerado do gabinete do deputado Campos Machado (PTB), na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), onde ocupava um cargo comissionado.

A exoneração vem um dia após o jornalista falar em “matar um monte de judeus”. Bernardi, que é comentarista da Rádio Jovem Pan, relacionou o crescimento econômico da Alemanha com o Holocausto. De acordo com ele, o Brasil enriqueceria “se a gente matar um monte de judeus e se apropriar do poder econômico deles”.

Jose Carlos Bernardi, comentarista da Jovem PanJose Carlos Bernardi, comentarista da Jovem Pan

Ele foi acusado de antissemitismoReprodução

Jose carlos bernardi

Jose Carlos Bernardi

Jose Carlos Bernardi, comentarista da Jovem PanJose Carlos Bernardi, comentarista da Jovem Pan

Jose Carlos BernardiReprodução

Jose Carlos Bernardi, comentarista da Jovem PanJose Carlos Bernardi, comentarista da Jovem Pan

Ele foi acusado de antissemitismoReprodução

Jose carlos bernardi

Jose Carlos Bernardi

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“É só assaltar todos os judeus que a gente consegue chegar lá. Se a gente matar um monte de judeus e se apropriar do poder econômico deles, o Brasil enriquece. Foi o que aconteceu com a Alemanha pós-guerra”, afirmou o jornalista em participação no Jornal da Manhã, na última terça-feira (16/11).

Em nota, o deputado Campos Machado repudiou o comentário de Bernardi, e o classificou como “infeliz”. O político ainda alega que não poderia continuar com os serviços do jornalista tendo em vista o seu “excelente relacionamento com a comunidade” judaica e a “amizade pessoal” com inúmeros judeus.

“Portanto, quero informar que, hoje mesmo, em comum acordo com o profissional José Carlos Bernardi, decidimos que não havia mais condições dele permanecer em meu gabinete, me restando determinar, de imediato, hoje mesmo, as devidas providências para a sua imediata exoneração do cargo que ocupava”, diz o comunicado.

Ministério Público de SP

Após a repercussão do comentário de Bernardi, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurou um procedimento solicitando que a emissora envie a gravação original. O prazo dado pelo MPSP para que a rádio é de três dias.

A intenção é apurar um eventual crime de ódio por intermédio de meios de comunicação, caracterizando antissemitismo por parte do jornalista.

Por meio de nota, Bernardi pediu desculpas e avaliou seu comentário como infeliz: “Peço desculpas pelo comentário infeliz que fiz hoje no Jornal da Manhã – Primeira Edição, ao usar um triste fato histórico para comparar as economias brasileira e alemã. Fui mal-entendido. Não foi minha intenção ofender a ninguém, a nenhuma comunidade, é só ver o contexto do raciocínio. Mas, de qualquer forma, não quero que sobrem dúvidas sobre o meu respeito ao povo judeu e que, reitero, tudo não passa de um mal-entendido. Obrigado.”

Fonte: https://www.metropoles.com

Corregedoria investiga promotor de caso que livrou de prisão trio flagrado com 2t de maconha

https://f.i.uol.com.br/fotografia/2021/10/22/163493261261731784c5f79_1634932612_3x2_md.jpg A Corregedoria-Geral do Ministério Público de São Paulo instaurou um procedimento interno para apurar a atuação de um promotor de Cotia (que fica na região metropolitana da capital) em um processo que condenou a prestação de serviços comunitários três homens flagrados com 2,4 toneladas de maconha.

A investigação foi aberta após reportagem da Folha revelar que o promotor Ricardo Navarro Soares Cabral não recorreu da sentença, considerada branda para esse tipo de crime.

A decisão contrariou o histórico do próprio Cabral, que geralmente pede penas mais altas para pessoas envolvidas em crimes menores.

Ele já recorreu, por exemplo, da absolvição de um homem que furtou dois desodorantes avaliados em R$ 26,98 no total. Em outro caso, entrou com recurso para elevar a pena de sete anos de um rapaz flagrado com 5,2 gramas de crack.

Procurado pela Folha, o promotor ainda não se manifestou. Na semana passada, ele também não quis falar sobre o caso e orientou a leitura do processo.

O Tribunal de Justiça de São Paulo, por sua vez, ainda não informou se vai abrir algum procedimento para apurar a atuação da juíza do caso, Renata Meirelles Pedreno.

Na semana passada, a magistrada disse que não poderia se manifestar sobre o tema porque a lei a proíbe de comentar processos em andamento..

Policiais civis de São Paulo prenderam no final do ano passado cinco pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas. Elas foram flagradas em uma chácara de Cotia com 2.649 tijolos de maconha, pesando 2.369,7 quilos.

A polícia também encontrou outros objetos ligados ao tráfico, como anotações de transações financeiras sobre a venda de drogas. Ainda no final de 2020, o promotor Luiz Fernando Bugiga Rebellato, que acompanhava o caso à época, denunciou todos os cinco por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Em setembro de 2021, já à frente do caso, o promotor Cabral reiterou o pedido de condenação apresentado pelo colega em relação a três dos cinco suspeitos, mas defendeu a absolvição dos outros dois —ambos tentaram fugir da chácara quando os policiais civis iniciaram a batida na chácara.

Ainda que a dupla já respondesse a outro processo por tráfico de drogas, Cabral considerou não haver provas suficientes para ligá-los à maconha da chácara. Eles alegaram terem ido ao local fazer uma doação de roupas a uma ONG.

Para o promotor, a versão de que "estariam no local errado e na hora errada não foi afastada por nenhuma outra prova trazida aos autos".

A magistrada concordou com a absolvição, mas foi além do entendimento do promotor. Em sua sentença, considerou ter ficado provado que os dois réus não participaram do crime.

Já com relação aos outros três, a juíza calculou que eles seriam condenados a pouco menos de três anos de reclusão em regime inicial semiaberto. Ela decidiu, então, converter essa pena em prestação de serviço à comunidade e pagamento de um salário mínimo a uma entidade a ser indicada pela Justiça.

No mesmo dia, a magistrada determinou a expedição do alvará de soltura com urgência. No curso do processo, não há registro de que o promotor Cabral tenha tentado recorrer em nenhuma das decisões.

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

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