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PM agride mulher grávida de cinco meses no interior de SP

oc2020 02 05 Um policial militar foi flagrado, em vídeos, agredindo uma mulher grávida enquanto tentava imobilizá-la ao chão, em São José do Rio Preto, cidade a cerca de 490 quilômetros da capital paulista.

O caso ocorreu na tarde de hoje, na rua 19, que fica no bairro Santo Antônio. A mulher, que está grávida de cinco meses, foi agredida com um tapa no rosto. Ela ainda teve a barriga pressionada pelo joelho do policial e foi enforcada. Testemunhas pediam para que ela fosse liberada.

O policial foi identificado como Wesley Viana dos Santos, 34. À Polícia Civil, ele disse que a grávida o xingou de "filho da p... e de verme". Ao se aproximar da mulher, o policial disse ter sido agredido com um soco no peito, "havendo, assim, a necessidade de técnicas policiais e força para jogá-la ao solo".

A PM (Polícia Militar) informou que o policial foi afastado do trabalho operacional e que o caso será investigado por meio de um IPM (Inquérito Policial Militar). A Corregedoria investiga o caso. A Ouvidoria das Polícias acompanha as investigações.

O governador João Doria (PSDB) informou, por meio do Twitter, que recomendou o afastamento do PM porque "existe protocolo a ser cumprido e as imagens indicam conduta totalmente inadequada do policial". Ele também disse que não deixará de "excessos" e "violência desnecessária".

Por meio de nota, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) informou que "o comando do 17° Batalhão da Polícia Militar do Interior determinou o imediato afastamento do policial flagrado em desvio de conduta em abordagem a uma mulher grávida que resistiu à prisão durante uma ocorrência de tráfico de drogas nesta terça (4/2) em São José do Rio Preto".

A pasta também informou que a mulher foi encaminhada para exames médicos em uma unidade de saúde local.

Filmagem

Uma testemunha afirmou que a mulher foi contida porque, enquanto os PMs abordavam um suspeito de traficar drogas, desconfiaram que ela estava filmando. O ato de filmar, porém, não infringe nenhuma lei.

Enquanto as testemunhas pediam que ela fosse liberada, o PM afirmava que ela estava detida pelos crimes de desacato e de resistência. A mulher foi levada para a Central de Flagrantes, da Polícia Civil.

O ouvidor das polícias de São Paulo, Benedito Mariano, afirmou que vai enviar as imagens ao corregedor, Marcelino Fernandes, e solicitar, por ofício, que a Corregedoria avoque a apuração e determine o afastamento do policial.

Fonte: UOL

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