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Com drogas escondidas nas partes íntimas, mulheres são presas ao fazer visita em presídio

Duas mulheres, de 19 e 27 anos, foram presas na manhã de sábado (22) quando tentavam entrar com drogas no Complexo Penal de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. As substâncias foram flagradas nas partes íntimas das duas, pelo scanner corporal da instituição. A ação ocorreu durante o horário de visitas.

Segundo o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen-PR), os agentes do Setor de Segurança Extrema (SSE) é que identificaram a presença das drogas. Foram encontradas substâncias como maconha e haxixe. Após o aparecimento das imagens no scanner, foi dada voz de prisão para as mulheres e elas foram encaminhadas à delegacia da cidade.

Não foram divulgadas informações sobre a quantidade de entorpecentes apreendidos e nem o destino que as drogas poderiam ter dentro do complexo prisional. No entanto, há informação de que elas visitariam parentes.

Foto: Colaboração

Foto: Colaboração

Foto: Colaboração

Foto: Colaboração

Fonte: tribunap

 

Mais de mil presos participam de projeto para diminuir 4 dias de pena por livro lido no Rio

Os livros no cárcere e a remição de pena pela leitura. Presídio Evaristo de Moraes, conhecido como Galpão da Quinta Atrás das grades desde novembro de 2016, o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, não é o único preso a aproveitar o tempo ocioso para tentar, através da leitura, reduzir a pena à qual foi condenado. No estado do Rio, cerca de 1.300 detentos participam de um projeto da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) que permite, por ano, uma diminuição de até 48 dias de pena para até 12 livros lidos — um a cada mês.

Os títulos que fazem sucesso entre os presos são de temáticas diversas. Vão desde clássicos nacionais, como “O alienista”, de Machado de Assis (que foi lido por Cabral), passando por obras de Augusto Cury e outros best sellers, como o romance “A cabana”, de William P. Young, e “O pequeno príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry. Há 114 livros que podem ser lidos pelos detentos como parte do projeto. Todos, obtidos com doações.

A lista foi elaborada por uma comissão formada para colocar o projeto em prática. Novos títulos são acrescentados conforme os livros são recebidos através de doações. São vetadas obras com incitação à violência e a crimes.

— Os livros do estilo do Augusto Cury fazem eles trabalharem bastante os pensamentos, refletirem sobre o que estão vivendo. Os clássicos nacionais também são requisitados, pois eles são assimilados com bastante facilidade — opina o pedagogo Geovani Barbosa de Lima, coordenador de inserção social da Seap.

Cabral leu três livros enquanto estava preso no ParanáCabral leu três livros enquanto estava preso no Paraná

Para conseguir a redução da pena, o preso precisa fazer um texto sobre a obra lida, que é avaliado por professores participantes do projeto. É preciso obter, no mínimo, nota 6,0. Em uma resenha obtida pelo EXTRA, um preso da Cadeia Pública Paulo Roberto Rocha, no Complexo de Gericinó, usou o livro “Nunca desista dos seus sonhos”, de Augusto Cury, para refletir sobre as suas atitudes. “Eu vivi na pele as dores que ele relata no livro e aprendi a usar as dificuldades do passado para poder caminhar no futuro e me tornar um novo homem”, escreveu.

Marcelo Santos, professor da UniRio que faz parte do projeto, ressalta que os níveis de escolaridade dos presos são variados. Ele relembra que na lista havia uma obra que causava preocupação — “O processo”, de Franz Kafka, considerada uma leitura difícil pelos professores. A obra conta a história de um bancário processado sem saber por quê.

— Eles falavam que era muito difícil. Mas insistimos, trabalhamos a questão do enfrentamento da dificuldade e ninguém desistiu. No fim, foi o livro mais comentado. Foi uma identificação grande com essa questão de enfrentar um processo sobre o qual não se tem notícias. É interessante, pois a gente nunca sabe os limites de um leitor.

A organização é dos detentos

O professor da Universidade Rural do Rio, Marcos Pasche, toca o projeto de remição da pena atualmente na Penitenciária Bandera Stampa, no Complexo de Gericinó. A unidade abriga ex-agentes do estado e milicianos. Pasche é auxiliado por um ex-policial militar. É o detento quem apresenta a lista dos presos que desejam participar do projeto. Essa organização, em geral, parte dos próprios internos. O ex-PM que ajuda Pasche consegue diminuição da pena trabalhando dentro da unidade, por isso não busca a remição também pela leitura:

— Os presos, entre eles, decidem quem participará do projeto. Os que possuem mais tempo de pena a cumprir têm prioridade. E há uma noção de que é falta de ética acumular um trabalho com a leitura, duas formas de remição de pena.

Pasche, que está no projeto há cerca de um ano, cultivava a vontade de trabalhar no sistema prisional desde o início dos anos 2000, quando viu o filme “Carandiru”, inspirado na obra de Dráuzio Varela.

Campanha para conseguir exemplares

O professor Marcos Pasche faz uma campanha para conseguir a doação de exemplares de “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, livro cuja leitura será cobrada na prova da UERJ, a ser realizada no fim deste ano. O projeto também é utilizado para fazer a preparação dos presos para fazer vestibular. Quem quiser doar pode ligar para 2334-6209 e 2334- 6267. No Bandeira Stampa, 57 presos farão a prova da UERJ:

— Entre ex-agentes do estado, é maciça a participação no vestibular. Já fiz contato com a editora duas vezes, solicitando doações, mas não tive retorno. Se conseguirmos dez exemplares, já está maravilhoso. Os presos podem se revezar e conseguirão ler para a prova.

O coordenador da inserção social da Seap relata que, por vezes, no projeto de remição é a primeira vez que um preso tem contato com um livro e ressalta a importância da iniciativa para a ressocialização.

— Quando eles (presos) têm um livro na mão e estão dominando aquela leitura, se sentem mais cidadãos, mais próximos da sociedade, da inclusão. É impressionante como há internos que tocam num livro aqui pela primeira vez, mas tem total experiência em manusear um fuzil.

Fonte: extra

Reciclagem de isopor de marmitas vira fonte de renda para detentos na região de Curitiba

r1706 Convênio entre o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) e uma das empresas que fornece refeições a presídios do estado, a Risotolândia, virou fonte de renda para detentos. A base do projeto é a reciclagem das cerca de 14 mil peças de isopor das marmitas de almoço e jantar servidos diariamente nas unidades de Pinhais e Piraquara.

Por meio do projeto, as unidades conseguem reduzir o descarte de duas a três toneladas de material reciclado todos os meses. Após cada almoço e jantar, os próprios detentos recolhem as marmitas, separam os resíduos, higienizam os materiais e embalam as peças para coleta, que, depois de um processo mecânico, são transformadas em subprodutos para venda, entre eles copos, cabides, sancas e molduras.

Além de dar um destino correto aos materiais e contribuir com a sustentabilidade, os detentos que atuam no projeto recebem 75% de um salário mínimo nacional.

Reciclável

O EPS, material usado na confecção da embalagem das marmitas, é um plástico que pode ser 100% reaproveitado para reciclagem sob três maneiras: reciclagem mecânica - que transforma o produto em matéria-prima para a fabricação de novos produtos; reciclagem energética - que usa o isopor para a recuperação de energia em função do seu alto poder calorífico e reciclagem química - que reutiliza o plástico para a fabricação de óleos e gases.

Fonte: gazetadopovo

 

Presos fazem reparos em escolas em programa de ressocialização

 Escolas estaduais do Paraná contam com um reforço para garantir um ambiente ainda mais agradável para alunos e funcionários. É o programa Mãos Amigas, que utiliza a mão de obra de detentos do regime semiaberto para serviços de melhorias nas unidades. Desde o início do programa, em 2012, a economia para os cofres do Estado foi de R$ 3 milhões.

Além de melhorar a estrutura e reduzir os custos com pintura, jardinagem, limpeza e pequenos reparos, o Mãos Amigas dá aos presos trabalho, renda e oportunidades de ressocialização.

Segundo o coordenador do projeto, Nabor Bettega Júnior, um dos fatores que gera economia é a redução da pena dos presos que participam do programa – a cada três dias de trabalho, o presidiário tem a pena reduzida em um dia.

Nabor explica que o custo mensal de um preso em Curitiba e Região Metropolitana, segundo dados do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), é de R$ 2.824. Em um período de três meses fica em torno de R$ 8.472 mil. Se 20 presos reduzissem o tempo de permanência na penitenciária em três meses, o total economizado chegaria a R$ 169,4 mil, destaca Bettega.

MAIS ECONOMIA
Desde o início do projeto, 687 escolas de 74 municípios do Paraná foram atendidas com o programa e também conseguiram reduzir custos. Uma delas é o Colégio Estadual Santa Felicidade, em Curitiba, que conta com 750 alunos nos turnos da manhã, tarde e noite.

O diretor Luiz Carlos Bueno conta que de segunda a sexta-feira entre cinco e sete detentos fazem a pintura das salas de aula, refeitório, pátio, ginásio de esporte e outras dependências. Gastamos 12 mil reais com tinta. Se tivéssemos que contratar a mão de obra, com certeza teríamos que desembolsar muito mais. Por isso, acho o projeto uma ótima estratégia para ajudar as escolas que constantemente precisam de pequenos reparos.

O Colégio Estadual Natália Reginato, localizado no bairro Cajuru, na região Leste da Capital, também é pintado por detentos. Se não fosse o projeto nós não teríamos condições de fazer esses serviços, diz a diretora Rosemari Duelli. Eles têm feito um trabalho de excelente qualidade, complementa ela.

PROGRAMA
O programa Mãos Amigas foi criado em 2012 em uma parceria entre as secretarias estaduais da Educação e da Segurança Pública e Administração Penitenciária, por meio do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), com apoio da Paraná Educação. Atende escolas e imóveis do patrimônio público.

Os detentos recebem, mensalmente, a remuneração correspondente a três quartos do salário mínimo vigente. Parte do valor pago ao preso (cerca de 20%) fica retida todo mês em uma poupança para que ele possa retirar a quantia quando sair em liberdade definitiva. Os 80% restantes podem ser resgatados durante o cumprimento de pena pela família do detento, caso ele escolha essa opção.

Fonte: bemparana

Agindo para solucionar o efeito e esquecendo a causa

 No Brasil, infelizmente o Estado sempre chega tarde e acaba agindo na busca de soluções contra o efeito e não a causa de determinada questão. Isso vale para o desemprego, como vimos com a tão propagada Reforma Trabalhista de Michel Temer, que com os cortes de direitos trabalhistas traria os empregos de volta. Não, o desemprego só aumentou de lá para cá, Temer já deixou o Palácio do Planalto e estamos com 13 milhões de pessoas na rua da amargura, segundo o IBGE.

Isso vale também para o tratamento dispensado ao crescente consumo de drogas no país. O que vemos nas ruas são verdadeiros mortos-vivos, zumbis debilitados pelo consumo de entorpecentes como o crack. Mas quais medidas o Estado tomou para enfrentar a causa do problema? Exceto algumas iniciativas tímidas, como a desenvolvida em São Paulo na gestão Fernando Haddad, quando a prefeitura disponibilizava casa, comida e empregos aos usuários, as medidas mais usuais são o endurecimento prisional, jogando atrás das grades usuários que se aproximam do tráfico para manter o vício.

Os exemplos acima são duas portas que abrem caminho para um outro flagelo nacional: a superlotação do sistema penitenciário brasileiro. Temos a terceira maior população carcerária do mundo, com cerca de 800 mil pessoas presas. A média de idade é de 25 anos. Isso tem um custo. Perdemos jovens que poderiam estar produzindo para o país crescer. Pior, como sempre chega atrasado, o Estado tem de dispor de recursos para construir prisões e para custodiar essas pessoas.

No senso comum, usar dinheiro público para manter pessoas atrás das grades é desperdício de recursos. Concordo. Em média, a manutenção de um preso custa R$ 3 mil. Se o detento estiver em uma penitenciária privada, passa de R$ 4 mil. O melhor seria usar esses recursos para construir escolas e pagar bons salários a professores. O dinheiro seria melhor aplicado se o Estado criasse políticas públicas inclusivas. Mas como o Estado corre para atacar o efeito do problema, surgem iniciativas como uma que tramita no Senado.

O plenário da Casa deve analisar em breve o Projeto de Lei 580, de 2015. De autoria do senador Waldemir Moka (MDB-MS), a proposta altera a Lei de Execução Penal para obrigar o preso a “ressarcir” as despesas com a sua manutenção no sistema prisional, “mediante recursos próprios ou por meio de trabalho”. No projeto, o senador não leva em consideração que a grande maioria da população carcerária no Brasil é formada por pessoas oriundas das classes mais pobres do país. O parlamentar também não se atém ao detalhe de que seria o próprio Estado quem deveria oferecer oportunidade de trabalho e não o faz. É o que está previsto na Lei de Execução Penal, como forma de ressocialização, mas apenas 18,9% dos detentos têm acesso a um emprego nas cadeias do país.

Em vez de fiscalizar a aplicação das leis já existentes, uma parte da classe política busca dar respostas fáceis a uma sociedade amedrontada, que clama pelo endurecimento da lei com a falsa sensação de que é isso o que vai trazer segurança. Muitas vezes a proposição de projetos como esse que tramita no Senado só serve para responder a um clamor, sem que isso traga efeito ou resultado prático.

Vale lembrar, também, que o direito penal repressivo, como muitos defendem, custa mais dinheiro aos cofres públicos. A utilização de penas alternativas, além de diminuir os custos do sistema, ajuda evitar que mais pessoas entrem para o crime.

Diante desse cenário, o que podemos esperar?

Fonte: conselhodacomunidadecwb

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