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“Vou dar um tiro na sua cara!”, teria dito ex-PM em briga de trânsito em Curitiba

“Vou dar um tiro na sua cara!”, teria dito ex-PM em briga de trânsito em Curitiba A Polícia Civil constatou que, ao contrário do que o suspeito preso afirmou, a vítima não tinha arma

 Vítima de diversos disparos de arma de fogo em uma briga na Avenida República Argentina, no bairro Portão, em Curitiba, por volta das 23h da última sexta-feira (2), Eulas Moraes concedeu uma entrevista exclusiva ao repórter William Bittar, da RIC Record TV. O principal suspeito do crime é um ex-policial militar, Rafael Dantas, que foi preso temporariamente por tentativa de homicídio nesta quinta-feira (8).

9 de julho de 2021 - 14:21 - Atualizado em 9 de julho de 2021 - 14:41

Segundo o ex-PM, ele só atirou porque Eulas teria apontado uma arma em sua direção e ele se sentiu ameaçado após ter ouvido um suposto disparo. Durante a entrevista, no entanto, Eulas confirmou que não tinha arma alguma, ao contrário do que afirmou Rafael Dantas em depoimento.

“Atrás de mim, um carro começou a acelerar, buzinar, aquela coisa toda. E ele engasgou do meu lado. Do jeito que ele engasgou, o vidro dele ‘tava’ abaixado, e o meu vidro também ‘tava’ abaixado. […] Na sequência, ele apontou uma arma. Quando ele apontou, nós apontamos juntos, praticamente eu já apontei junto com ele. Eu escutei um disparo e eu disparei junto”, contou Dantas em depoimento.

Segundo informações apuradas pela RIC Record TV, a Polícia Civil vistoriou o carro de Eulas e, de fato, não encontrou arma alguma. Além disso, testemunhas afirmaram que só viram Rafael Dantas atirando.

Durante a briga

Na entrevista, Eulas conta que realmente buzinou para o carro parado na sua frente e, com as ofensas de Dantas, também disparou xingamentos durante a briga.

“De repente, ele saca a pistola, mira pra mim e fala: ‘Agora eu vou dar um tiro na sua cara, vagabundo! Com quem você pensa que está falando?’. E eu continuei xingando. De repente, eu vi que ele ia atirar, e eu arranquei com o carro.”, arelatou Eulas.

A perseguição foi flagrada por câmeras de segurança, que registraram o momento em que Eulas chega a entrar na contramão para fugir dos tiros do ex-PM. Veja o vídeo:

Segundo Eulas, foram cerca de 15 minutos de perseguição, até que ele decidiu abandonar o carro e se esconder dos tiros que não paravam de vir de Rafael Dantas. Um dos tiros chegou a atingir o banco do motorista mas, para a sorte de Eulas, a capsula de bala ficou presa no colarinho de sua jaqueta.

“Pensava que ia morrer. Na realidade, foi por Deus mesmo.”, relatou Eulas.

Rafael Dantas, no entanto, afirmou em depoimento que só estava apontando os tiros para os pneus do carro de Eulas e que não sabia do tiro que atingiu o banco do motorista. Além disso, ele também disse que não se recordava de outros disparos vindos do carro de Eulas.

Segundo a investigação liderada pelo delegado Thiago Nóbrega, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), assim que Dantas deixou o local, a vítima ligou para Polícia Militar. No entanto, o ex-policial fez o mesmo e alegou que teria sido vítima de uma tentativa de assalto e trocado tiros com assaltantes. Para o delegado, a versão é fictícia já que todas as testemunhas afirmam que apenas o ex-policial estava atirando. 

“A vítima em nenhum momento efetuou nenhum disparo no carro do suspeito e todas as pessoas que nós ouvimos confirmaram a versão da vítima, ou seja, que ela foi perseguida. Inclusive, moradores da região tiveram que se abaixar, se esconder, com medo de serem alvejados pelos disparos que eram efetuados em via pública. Todos relataram que o único que atirava a perseguia era esse suspeito”,

contou Nóbrega.

Para a polícia, a forma de agir do ex-policial é típica de uma tentativa de homicídio, já que ele gastou todas as suas munições contra a vítima, deixando claro sua intenção.

“O suspeito não se contentou em apenas bater boca, em entrar em desacordo com a vítima, ele fez questão de persegui-lo, efetuou diversos disparos de arma de fogo. Disparos esses que somente cessaram quando esgotaram-se as munições, ou seja, deixando claro que sua intenção era sim o de alvejar a vítima”, finalizou o delegado.

 Fonte: https://ricmais.com.br

 

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