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Quadrilha recrutou especialistas para ação em Varginha, aponta investigação

1 A quadrilha suspeita de planejar um mega-assalto em Varginha (MG) recrutou especialistas em ações aos moldes do "novo cangaço" para dominar as forças de segurança, fazer moradores reféns e roubar R$ 65 milhões de uma central de distribuição de valores do Banco do Brasil, segundo as investigações da polícia. A ação, no entanto, não foi executada —os suspeitos foram mortos pela polícia. É o mesmo tipo de alvo do ataque no fim de agosto em Araçatuba (SP) e com o mesmo tipo de estratégia, conforme revelou o UOL.

Fontes ligadas às investigações detalharam o plano do grupo, que teria sido idealizado por criminosos atrás das grades e formado com o apoio de ao menos quatro núcleos. Dois deles ficavam no interior de Minas Gerais. Mas os suspeitos apontados como os mais experientes pelos investigadores vieram de Rondônia, Maranhão e Goiás.

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A ação policial com 26 suspeitos mortos é a mais letal contra casos apontados como "novo cangaço". Nenhum policial se feriu. A operação é investigada.

Um relatório de inteligência da polícia de Minas Gerais, ao qual o UOL teve acesso, identificou os 26 suspeitos mortos na ação na madrugada deste domingo em Varginha e permitiu o rastreamento da estrutura da organização criminosa especializada em assaltos a banco com a tática também conhecida como "domínio de cidades", com o uso de fuzis, explosivos e veículos blindados.

Segundo a polícia, a quadrilha usaria uma carreta para a fuga. Os crimes ligados aos suspeitos mortos na ação policial envolvem assassinatos, assaltos a mão armada, confronto com integrantes das forças de segurança e fuga da cadeia, segundo a polícia. O UOL não localizou representantes dos suspeitos.

Roubo no Paraguai e planejamento com apoio de presos

De acordo com fontes ligadas ao caso, investigado pela Polícia Federal, Polícia Civil e Ministério Público e pela própria Polícia Militar de Minas Gerais, havia no grupo suspeitos de participar de outros mega-assaltos nos moldes do "novo cangaço", incluindo até o roubo de R$ 120 milhões a uma transportadora de valores em Ciudad Del Este, no Paraguai, em 2017.

Investigadores ainda apontam a suspeita de participação de membros do grupo em outros crimes, como o assalto ocorrido no mesmo ano a uma empresa de valores em Uberaba (MG)

Ainda de acordo com os investigadores, o crime foi idealizado com a participação de criminosos que estão atrás das grades —reportagem do UOL listou quem são os principais ladrões de banco do país.

Irmãos goianos faziam ligação com grupo de MG, diz polícia

Os irmãos Isaque e Zaqueu Xavier Ribeiro, de 27 e 40 anos, desempenharam uma função importante na quadrilha, fazendo a ligação entre o núcleo de Goiás com o de Minas Gerais.

Presos em Goiânia acusados de ligação com uma quadrilha especializada em roubo de carros em 2011, eles são apontados pelas autoridades como suspeitos de participar de outras ações de "domínio de cidades" e moravam nos últimos anos em Uberlândia (MG), que possuía o maior núcleo do grupo, com nove suspeitos mortos.

Mortos em Varginha - Arte/ UOL - Arte/ UOL

Os irmãos Zaqueu e Isaque Xavier Ribeiro eram apontados como criminosos de alta periculosidade em Goiás. Segundo a polícia, se mudaram para MG nos últimos anos para atuar no "novo cangaço"

Imagem: Arte/ UOL

Eles eram responsáveis por fazer a logística do deslocamento do armamento usado pela quadrilha. Eram conhecidos por fazer o suporte bélico nessas operações de 'domínio de cidades'"
Tenente-coronel Marcos Paccola, da PM do Mato Grosso e especialista em ações do tipo

"Essa organização precisa de uma logística que exige a participação de pessoas com perfis diferentes e com uma grande estrutura bélica. Há responsáveis pela segurança, pelo enfrentamento com a polícia e pelo arrombamento das instituições. Essa operação de Varginha desestruturou esse grupo", complementa.

Natural de Rio Verde (GO), Dirceu Martins Netto, 24 anos, morava em Uberaba (MG). E exibia nas redes sociais fotos com maço de dinheiro ou em um passeio de lancha.

De acordo com fontes na polícia, o núcleo goiano ainda contava com a participação de outros suspeitos mortos em Varginha: Romerito Araújo Martins, 25, Darlan Ribeiro dos Santos, 41, e Eduardo Pereira Alves, 42, que morava em Brasília (DF).

Ação contra 'novo cangaço' em Varginha

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 Mortos pela polícia em Varginha cujos corpos foram entregues a familiares: Eduardo Pereira Alves, Nunis Azevedo Nascimento, Raphael Gonzaga Silva e Thalles Augusto Silva; os corpos de Ricardo Gomes de Freitas e Gerônimo da Silva Sousa Filho também foram liberados

Arte/UOL

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 Arsenal apreendido durante operacao contra assalto a bancos em Varginha MG

Divulgação/Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Armas apreendidas em Varginha (MG) durante operação contra assaltos a banco

Divulgação

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 Armas apreendidas durante a operação em Varginha (MG)

Divulgação/Polícia Militar de Minas Gerais

Em julho de 2018, Darlan foi preso por suspeita de integrar uma quadrilha especializada em roubo, receptação e adulteração de caminhões no Distrito Federal e em Goiás.

O tenente-coronel Durvalino Câmara dos Santos Júnior, da PM de Goiás, também cita a atuação em outros crimes envolvendo os irmãos Isaque e Zaqueu. "Mesmo morando em Minas Gerais, eles ainda tinham vínculos com o estado e são suspeitos de envolvimentos em crimes como lavagem de dinheiro relacionada a imóveis e veículos", diz.

Investigado por 'domínio de cidade'

Assim como os irmãos Isaque e Zaqueu, o maranhense José Filho de Jesus Nepomuceno, de 27 anos, já estava nos últimos anos em Minas Gerais, participando diretamente do planejamento e execução de crimes do tipo marcados pela escalada de violência, segundo a polícia.

Ele tinha mandado de prisão pendente, segundo levantamento feito pelo UOL no banco de dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), por suspeita de participação em um roubo em outubro de 2020 com a tática conhecida como "novo cangaço" em Miguel Alves, no interior do Piauí.

Na ocasião, criminosos com armas potentes e explosivos fizeram moradores reféns para assaltar uma agência do Banco do Brasil. Ninguém se feriu.

Explosão de caixa eletrônico em Assembleia

Um dos 26 suspeitos mortos na ação policial de Varginha, Nunis Azevedo Nascimento era procurado por assalto aos moldes do "novo cangaço" - Reprodução - Reprodução

Um dos 26 suspeitos mortos na ação policial de Varginha, Nunis Azevedo Nascimento era procurado por assalto aos moldes do "novo cangaço"

Imagem: Reprodução

Morador de Porto Velho, capital de Rondônia, Nunis Azevedo Nascimento, 33, era apontado como o principal criminoso desse núcleo, que ainda contava com as participações de Gerônimo da Silva Sousa Filho, 28, e pelo paraense Wellington dos Santos Silva, de 31 anos.

Nunis exibe uma extensa ficha criminal. Com mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça por suspeita de envolvimento na explosão de um caixa eletrônico na Assembleia Legislativa de Porto Velho (RO) em janeiro deste ano, Nunis já havia sido preso por envolvimento em um roubo.

Em julho de 2019, estava entre os 16 internos que desligaram uma câmera de vigilância para fugir do complexo penitenciário em Belém, no Pará, e passou a ter o rosto estampado em uma lista de criminosos perigosos foragidos. Mas isso não inibiu a sua participação em outros crimes.

Em março de 2020, apenas oito meses após a fuga, integrou um grupo criminoso envolvido em um assalto frustrado, que acabou em tiroteio, deixando um homem morto em Porto Velho (RO), voltando a figurar em uma lista de procurados da Polícia Civil. Agora, após a identificação entre os mortos de Varginha, teve o seu rosto exibido pela última vez em uma lista de suspeitos.

Sem sobreviventes e sem cena do crime

A ação em conjunto entre a PM e a Polícia Rodoviária Federal nos dois sítios na área rural da cidade mineira não deixou sobreviventes. Nenhum policial se feriu.

Os agentes alegaram ter retirado os suspeitos baleados ainda com vida, informação contestada por especialistas, que cogitam a hipótese de fraude processual por supostamente os agentes terem desmontado a cena do crime e veem semelhanças com a chacina na favela do Jacarezinho, zona norte do Rio.

Fonte: https://noticias.uol.com.br

Varginha: Veja fotos e vídeos da operação da PM e PRF que deixou 26 mortos em MG

Bandidos possuíam vasto arsenal para usarem em crime planejado em Varginha Coletes a prova de balas, explosivos, fuzis e metralhadoras ponto 50 integram armamento apreendido

A Polícia Militar de Minas Gerais e a Polícia Rodoviária Federal divulgaram imagens (veja abaixo) relativas à operação de combate ao 'novo cangaço' (modalidade de assalto a bancos pelo interior do país) que terminou com a morte de 26 suspeitos neste domingo em Varginha, no Sul de Minas Gerais. 

Leia também: 'Novo cangaço': entenda o que é o crime que mobilizou a PM em Varginha

Nas imagens, é possível ver coletes a prova de balas, explosivos, fuzis e metralhadoras ponto 50. Também foram apreendidos veículos roubados e "miguelitos (objetos perfurantes feitos com pregos retorcidos usados para furar os pneus das viaturas policiais)", informou a PRF.

Também é possível ver que os criminosos estavam organizados e possuíam uniformes próprios inclusive camuflados para o assalto frustado.

Veja todos os vídeos relativos à operação

A PRF divulgou vídeo no qual mostra todo o material apreendido após confronto com bandidos. Confira: pic.twitter.com/QtbkfBHjAe

— O Tempo (@otempo) October 31, 2021

Veja mais imagens do armamento de guerra que os bandidos guardavam para usar

Imagens mostram como bandidos se prepararam para cometer grande assalto no Sul de Minas Gerais: pic.twitter.com/qN24id2pLK

— O Tempo (@otempo) October 31, 2021

Policiais da reserva e penal e internos faziam entregas de drogas em presídio três vezes por semana, descobre ação

Material apreendido em ação na capital.  — Foto: Denar/Reprodução Os criminosos utilizavam compartimento secreto de reboque de caminhão para entrar com a droga no presídio de Segurança Máxima, em Campo Grande.

Uma ação da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) descobriu um esquema de tráfico de drogas envolvendo um sargento da reserva da Polícia Militar, um policial Penal, interno do presídio de Segurança Máxima de Campo Grande e cinco mulheres. Os participantes do grupo entregavam entorpecentes, celulares e bebidas alcoólicas em unidade prisional três vezes por semana.

Os criminosos usavam compartimentos secretos em reboque de caminhão de lixo para burlar o sistema de segurança da unidade penal e foram flagrados por investigadores da Denar nesta segunda-feira (18).

Conforme as informações do delegado Hoffman D'Ávila, após o trabalho realizado pelo serviço de inteligência da Denar, investigadores conseguiram flagrar como os criminosos agiam para realizar a entrega de drogas e celulares no presídio. Um dos internos que tinha autorização para dirigir o veículo carregado com lixo para fora da unidade prisional era acompanhado por policial penal que também fazia parte do esquema.

O suspeito “organizava” o lixo nas laterais do reboque do veículo para impedir que câmeras de segurança filmassem ele organizando as drogas, bebidas e celulares em fundos falsos. O material ilícito era deixado horas antes em container ao lado de onde o veículo seria estacionado. As responsáveis por levar o material até o local eram as mulheres, sendo uma delas esposa do interno.

O PM da reserva, que já cumpria pena em regime aberto por homicídio, era responsável por vigiar a aproximação da polícia e avisar os envolvidos. Toda a ação durava, em média, uma hora. Após este período, o militar da reserva, o policial penal e o interno ainda almoçavam juntos em restaurante da região.

Com eles, a polícia apreendeu cinco aparelhos celulares, pouco mais de 1 kg de maconha e 1 kg de cocaína, além de 100 garrafas de bebidas alcoólicas. Os envolvidos serão indiciados por tráfico de drogas e associação para o tráfico. O policial penal e o PM devem responder ainda por prevaricação.

Em nota, a assessoria de imprensa da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) informou que o caso será acompanhado, mas detalhes não serão repassados para não atrapalhar as investigações. Eles enfatizaram que, “a operação foi extremamente positiva para o sistema prisional, no sentido de identificar e eliminar este meio de acesso de ilícitos, prática que a administração penitenciária vem buscando por todos os meios combater”.

O chefe de comunicação social da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, tenente-coronel Guilherme Dantas Lopes informou à reportagem que a PM também vai acompanhar as investigações da Denar e apurar ainda se há outros policiais envolvidos no esquema.

Fonte: https://g1.globo.com

Delegadas suspeitas de liderar esquema de extorsão e tortura no Ceará usam tornozeleira eletrônica

Anna Cláudia Nery, lotada na Delegacia da Mulher e Patrícia Bezerra de Souza Dias Branco, delegada, da Assessoria Jurídica da Polícia Civil do Ceará. — Foto: Reprodução/TV Verdes Mares Delegadas são Patrícia Bezerra de Souza Dias Branco e Anna Cláudia Nery. Além das delegadas, 20 inspetores da Polícia Civil e um escrivão utilizam a tornozeleira eletrônica.

As delegadas de polícia civil Patrícia Bezerra de Souza Dias Branco e Anna Cláudia Nery passaram a usar tornozeleira eletrônica. A decisão da Justiça do Ceará obrigou mais de 20 policiais civis serem monitorados. Além das duas delegadas, estão com o equipamento 20 inspetores da Polícia Civil e um escrivão.

Segundo a denúncia do Ministério Público, um grupo de policiais montou um esquema para extorquir dinheiro de traficantes. Eles usavam "informantes" de facções rivais para delatar criminosos com dinheiro que seria tomado por policiais. Em alguns casos, havia tortura.

As delegadas são investigadas por suspeita de liderarem um grupo acusado por crimes como extorsão, corrupção, associação criminosa, tráfico de drogas, falsidade ideológica e peculato.

Anna Cláudia Nery está afastada das funções na Delegacia da Mulher; e Patrícia Bezerra, da Assessoria Jurídica da Polícia Civil do Ceará.

Polícia pede mais prazo para afastar policiais acusados de extorsão e tortura

Polícia pede mais prazo para afastar policiais acusados de extorsão e tortura

Os sindicatos e entidades que representam esses policiais pedem a retirada do equipamento. A Associação dos Delegados de Polícia Civil do Ceará (Adepol-CE) afirmou que entrou com um recurso pedindo a revogação da decisão.

Para o Ministério Público do Estado, o uso da tornozeleira eletrônica é uma medida "ainda suficiente", considerando as acusações suspeitas que pesam contra os policiais. No entanto, a Justiça do Ceará entendeu que era o caso de tornozeleira eletrônica.

Operação da Polícia Federal serviu como base para investigação do Ministério Público que aponta quadrilha formada por policiais civis — Foto: Halisson Oliveira/TV Verdes Mares

Operação da Polícia Federal serviu como base para investigação do Ministério Público que aponta quadrilha formada por policiais civis — Foto: Halisson Oliveira/TV Verdes Mares

Quebra de sigilo dos aparelhos telefônicos dos investigados

A Justiça autorizou a quebra de sigilo dos aparelhos telefônicos dos investigados, de onde as conversas interceptadas durante a investigação foram trocadas, a quebra de sigilo bancário, busca e apreensão nas residências e locais de trabalho de parte dos acusados e ainda o uso de tornozeleira eletrônica.

O g1 teve acesso ao processo de 298 páginas, assinado por três promotores, e com detalhes do esquema. Entre os crimes apontados pelo MP contra os agentes estão: extorsão, tortura, tráfico de drogas, peculato, prevaricação, denunciação caluniosa, falsidade ideológica, falso testemunho, abuso de autoridade, fraude processual, entre outros.

Os investigados são:

  • 22 inspetores da Polícia Civil;
  • três delegados;
  • um escrivão;
  • seis informantes.

Defesa dos policiais

A Assessoria Jurídica da Associação dos Delegados disse que respeita a decisão que manda afastar os policiais envolvidos em um suposto esquema de tortura e extorsão, mas entende "ser absolutamente desnecessária [o uso de tornozeleira eletrônica], uma vez que os fatos sob apuração datam de anos atrás e as delegadas vinham exercendo suas funções de maneira exemplar e totalmente distantes do contexto pelo qual estão sendo acusadas, ensejo em que iremos requerer a revogação de tal medida".

O Sindicato dos policiais civis do Ceará afirmou que "buscará garantir que todos os direitos constitucionais dos policiais civis sejam resguardados, sobretudo o da ampla defesa e do contraditório bem como espera que os fatos sejam devidamente esclarecidos no Poder Judiciário".

A Secretaria da Segurança do Ceará diz em nota que "não compactua com desvios de conduta de seus agentes e colabora, por meio da Coordenadoria de Inteligência (Coin), com as apurações no sentido de esclarecer os fatos investigados".

Fonte: https://g1.globo.com

Policial civil, Inspetor Alberto é indiciado por após 'caçar' Lázaro Barbosa em Goiás

Vereador Inspetor Alberto exibe armas de fogo O vereador de Fortaleza Inspetor Alberto (Pros) foi indiciado pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e usurpação de função pública. As investigações foram feitas pela Polícia Civil do Ceará, que apurou a prática dos crimes. A ação ocorreu após uma série de vídeos publicados pelo parlamentar, que em junho viajou para Goiás, alegando estar à procura do criminoso Lázaro Barbosa.

[Atualização às 12:00, de 02/10/21] O Diário do Nordeste noticiou anteriormente que o vereador Inspetor Alberto e o seu chefe de gabinete, Tancredo dos Santos Moreira, haviam sido condenados pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e usurpação de função pública. Também citou o vereador como policial civil aposentado. As informações corretas, de acordo com a Polícia Civil, são que eles foram indiciados e que Inspetor Alberto não está aposentado, mas afastado das funções desde 2019, em decorrência do processo de aposentadoria. O inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário.

A investigação foi iniciada pelo uso de armas e fardamento da Polícia por parte do parlamentar, uma vez que o vereador é policial civil aposentado.

"A investigação que durou pouco mais de um mês concluiu que tanto o vereador “inspetor Alberto”, quanto seu chefe de gabinete, identificado como Tancredo dos Santos Moreira, cometeram os crimes de porte ilegal de arma de fogo e usurpação de função pública, cujas penas se somadas chegam a seis anos de prisão", diz nota da Polícia Civil.

A condução do inquérito foi do delegado Osmar Berto Silva Torres, da Delegacia de Combate a Corrupção (Decor). "Após afastado, jamais poderia voltar a praticar ato privativo da Polícia Civil, ainda mais se utilizando de vestimenta da instituição, arma de fogo e outros simbolos", diz o despacho. 

O inquérito policial foi remetido ao Poder Judiciário no mês de agosto.

A série de vídeos foi publicada nas redes sociais do próprio vereador. Nas imagens, ele aparece, inclusive, exibindo armamento pesado em busca do criminoso em Goiás. Lázaro Barbosa acabaria sendo morto no momento em que foi capturado por forças policiais. 

"Em determinado vídeo, José Alberto Bastos Vieira Junior aborda um veículo e determina que seu ocupante abra o porta-malas para que seja realizada uma vistoria", destaca ainda o inquérito policial. 

O que motivou a investigação é que o parlamentar fortalezense pudesse estar "utilizando indevidamente a imagem institucional da Polícia Civil para alavancar a sua carreira política e suas pretensões e interesses pessoais". 

Outro lado 

Ao Diário do Nordeste, Inspetor Alberto argumentou que, mesmo afastado das funções desde 2019, detém fardamento da corporação de quando estava na ativa. Ele também disse que as armas mostradas nos vídeos estão em situação regular. 

"Para estar lá (em Goiás), eu teria que me identificar. Me apresentei e disse que era aposentado e vereador, e que estava lá só para observar", completou. 

A defesa do vereador ajuizou um pedido de habeas corpus para tentar barrar a investigação, mas sem sucesso. Uma das alegações é de que, uma vez que a ação ocorreu em outro Estado, não cabe à Polícia Civil do Ceará apurar o caso.

Por meio de nota, a assessoria de Insperto Alberto informou, ainda, que o parlamentar e seu chefe de gabinete resolveram ajudar nas buscas por Lázaro Barbosa "voluntariamente", colocando-se à disposição das autoridades locais na viagem custeada com recursos próprios.

"Ademais, o vereador de Fortaleza, Inspetor Alberto, é policial civil e possui porte de arma em todo o território nacional, não incidindo, portanto, em qualquer crime ao utilizar e postar fotos com armas legais nas redes sociais. Por fim, há de se frisar que sequer existe qualquer manifestação da Justiça no sentido de verificar qualquer ilicitude na viagem do vereador a Goiás", acrescenta a nota.

Fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br

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